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Sesi no Paraná participa de lançamento de programa da Prefeitura de Curitiba

Palestra de consultora da instituição foi sobre prevenção e combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho

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Logo mais começam os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, uma campanha mundial em mais de 160 países, que tem início no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização começa um pouco antes, dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, transformando-a em 21 Dias de Ativismo.

Renata Cunha entre a procuradora-geral do Município, Vanessa Volpi, e do procurador José Carlos Nascimento | foto: Pedro Ribas / SMCS

Às vésperas da campanha, a Prefeitura de Curitiba lançou um programa de prevenção e combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho. Com a presença do prefeito Rafael Greca, da procuradora-geral do Município, Vanessa Volpi, do procurador José Carlos Nascimento e de secretários, presidentes e superintendentes das mais diversas áreas da administração municipal, o evento foi marcado pela palestra da consultora em Sustentabilidade, Diversidade e Inclusão do Sesi no Paraná, Renata Fagundes Cunha, sobre Prevenção e Combate ao Assédio Sexual – Equidade de Gênero, Sustentabilidade e Bem-estar nas Organizações. “É uma tarefa social nos mobilizarmos contra a violência contra mulheres e meninas. A responsabilidade deve ser coletiva”, afirma Renata.

É bem-vindo quando o setor público é proativo para tratar do tema internamente, especialmente numa capital com mais de 30 mil servidores, sendo que 80% deste contingente é de mulheres. Este posicionamento também deve incentivar políticas públicas, e fazer com que a mensagem chegue mais perto de todos os cidadãos e cidadãs

Renata Fagundes Cunha

Consultora do Sesi no Paraná

A iniciativa é da Procuradoria-Geral do Município (PGM), responsável pelo desenvolvimento das ações, por meio da Comissão de Sindicância, em parceria com a Secretaria da Administração e de Gestão de Pessoal, Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) e Secretaria Municipal da Comunicação Social.

“Vamos deixar claro que o assédio é toda situação de constrangimento com conotação sexual, em que o assediador age de forma inconveniente, obsessiva ou abusiva não desejada pela pessoa assediada. Não é normal e não deve fazer parte do dia a dia de trabalho”, pontuou o chefe da Comissão Permanente de Sindicância da PGM, o procurador José Carlos Nascimento.

“Precisamos nos engajar na busca da equidade de gênero e no combate à violência conta as meninas e as mulheres, enquanto todos não se engajarem, dificilmente conseguiremos acabar com o assédio no ambiente de trabalho, pois tudo faz parte de uma mesma engrenagem”, finaliza Renata.

O Sesi no Paraná oferta consultorias em Gestão da Diversidade. São iniciativas para fomentar a equidade de gênero, raça e a inclusão da pessoa com deficiência, promover ambientes mais responsáveis e trazer vantagens competitivas que contribuem para o desenvolvimento da indústria e de toda a sociedade. Para saber mais acesse sesipr.com.br.

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Paraná avança em sustentabilidade ambiental

Indústrias precisam seguir processos limpos e ambientalmente adequados para cumprir desafios da Agenda 2030

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por Mayara Breda

Aumentar eficiência de processos produtivos, combater desperdício de matéria prima, preservar recursos e diminuir o impacto ambiental. As indústrias, cada vez mais, precisam se atentar para construção de uma cadeia produtiva com responsabilidade ambiental. O Paraná, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados publicado pelo Centro de Liderança Pública, é líder nacional em sustentabilidade ambiental, estando na 1ª colocação no quesito e em 4º colocado na classificação geral.

Em um relatório sobre sustentabilidade, o Centro de Liderança Pública analisa os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU na Agenda 2030.  No índice, o estado aparece em 3º lugar geral, ficando com as primeiras posições em consumo e produção responsáveis, garantindo padrões de consumo e de produção sustentáveis, e vida na água, fazendo a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas marinho e costeiro. No quesito cidades e comunidades sustentáveis, que se refere a tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, o Paraná aparece em 2º lugar.

Com relação ao ODS sobre segmento industrial, com foco em construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação, o estado ficou em 3º lugar, após São Paulo e Santa Catarina. Segundo o ranking, o Paraná implementa ações alinhadas ao cumprimento da meta que trata de, até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente adequados. O estado também é destaque no percentual de municípios com backhaul de fibra óptica e no custo de combustíveis, obtendo o menor custo do Brasil. Por isso, conquistou a 3ª colocação.

Institutos Senai de Tecnologia auxiliam indústrias a alcançarem metas dos ODS

Desde que foram criados, os Institutos Senai de Tecnologia (IST) de Celulose e Papel, Meio Ambiente e Química e Instituto Senai de Inovação (ISI) em Engenharia de Estruturas estimulam a sustentabilidade ambiental pelo olhar das indústrias paranaenses, junto ao HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná. Os espaços, localizados em Telêmaco Borba, Curitiba, Maringá e Londrina, respectivamente, realizam desde ensaios laboratoriais, relatórios técnicos, pesquisa aplicada, análises de produtos, identificação de materiais e assim por diante.

Os Institutos, com toda infraestrutura e experiência dos pesquisadores, mestres e doutores que ali atuam, ofertam soluções para as indústrias paranaenses alavancarem suas produções, com consciência ambiental e estando de acordo com as normas. Os ISTs possuem laboratórios para ensaios em produtos e processos com escopos acreditados junto ao INMETRO, consultores especializados em processo produtivo e pesquisadores em inovação. Assim, ofertam soluções para indústrias dos mais diferenciados segmentos e abrangências. Já o HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná, que completa dois anos em outubro, tem expertise para acelerar a adoção das novas tecnologias nas indústrias brasileiras, unir startups que queiram provar o conceito das ideias e empresas que desejam identificar soluções prontas para adoção, além de formar capital humano apto a desenvolver e aplicar a IA na indústria.

Para solucionar o problema de acúmulo de palha no campo, o IST em Celulose e Papel criou painéis que podem ser utilizados na construção civil para substituir peças fabricadas com madeira de reflorestamento. Desde que a queima da palha de cana-de-açúcar foi proibida por lei, em 2002, foi necessário encontrar um novo destino para o resíduo. Pensando nisso, a equipe do Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel se uniu à Empresa Brasileira de Pellets (EBP) para resolver a questão. Ao final da pesquisa, em 2019, o grupo não apenas encontrou uma solução para o problema como desenvolveu um novo produto sustentável para colocar no mercado. Segundo Adriane de Fátima Queji de Paula, coordenadora do IST Celulose e Papel, além de garantir preços mais acessíveis e utilização de resíduos causadores de danos ambientais, o produto ainda pode ser usado para outros fins, como embalagens e revestimento acústico.

Roberto Felipe Gomes, engenheiro químico da EBP, esclarece que a grande vantagem do produto é o fator ambiental, já que a produção não requer a destinação de nenhuma nova área agrícola. Ao longo da pesquisa, a partir dos volumes gerados de palha pela colheita mecanizada da cana, a empresa passou a procurar aplicações que agregassem valor econômico e ambiental para o resíduo, sendo a fabricação dos painéis de partículas aglomeradas o projeto escolhido. “Em qualquer que seja a aplicação, construção civil ou outro, teremos como importante diferencial um produto com impacto florestal zero em relação aos painéis disponíveis atualmente”, esclarece Gomes.

Outra aplicação de inovação no segmento ambiental é o uso de Inteligência Artificial (IA) e Visão Computacional na cooperativa paranaense Cocamar. Com a implementação, a instituição pôde acelerar e padronizar a classificação de grãos de soja. Neste caso, o HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná desenvolveu um aparato que captura imagens de amostras de grãos de soja, extraindo informações e treinando um algoritmo para monitorar o nível de acidez e a concentração de clorofila.

O processo de classificação dos grãos é crucial na negociação da produção agrícola. É o que conta Guilherme Bulla Zago, especialista de projetos da Cocamar. “É por meio dessa classificação que os grãos são avaliados para compor o preço de compra que a Cocamar oferecerá ao produtor. Com a transformação desse processo, que hoje é parcialmente manual, para a classificação por imagens utilizando a Inteligência Artificial como ‘cérebro’ da operação, o objetivo é ganhar agilidade. Em momentos de safra, a quantidade de caminhões que passam pelo processo em um espaço pequeno de tempo é muito grande e, neste momento, qualquer minuto perdido pelo produtor tem grande impacto. Por isso, nós, enquanto cooperativa, precisamos ajudar o produtor nesta etapa”, explica o especialista.

Para Muriel Mazzetto, consultor do programa de Residência em Inteligência Artificial do HUB de IA do Senai, a Inteligência Artificial permite entender melhor como o plantio evolui em toda a sua cadeia, desde a modificação dos grãos, produção, colheita, armazenamento, e cadeia do alimento. “Ao compreender melhor o processo e ter um histórico como base, é possível prever o comportamento e corrigir com antecedência, o que fará o agronegócio melhorar ainda mais sua produção e qualidade de produto”, analisa.

Os ODS e o Sistema Fiep

Os ODS são parte de uma agenda proposta pelas Nações Unidas e pactuada por 193 países, inclusive o Brasil. O compromisso é de alcançar metas arrojadas em cinco áreas essenciais para o desenvolvimento sustentável: pessoas, planeta, prosperidade, paz e parcerias. Isso, até 2030. Desde 2003, com o propósito de impulsionar o desenvolvimento sustentável das indústrias paranaenses, o Sistema Fiep promove ações, projetos e programas que incentivam o engajamento do setor e da sociedade nas temáticas sociais, ambientais e econômicas.

São eventos, capacitações e prêmios, como o Congresso Sesi ODS, o Selo Sesi ODS, o Prêmio Sesi Peça por Peça, Prêmio Sesi Indústria Parceira da Escola e o Prêmio Sesi Indústria Parceira da Educação, que fazem parte da estratégia de mobilização. Há ainda as ações do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), que envolvem cerca de 290 organizações, e o trabalho realizado em parceria com o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR) para a promoção de capacitações e cooperações técnicas pelo CIFAL Curitiba.

O Sistema Fiep também atua para levar informação a toda sociedade sobre as metas e indicadores dos ODS por meio do Portal ODS: uma plataforma com os indicadores de todos os municípios brasileiros e que oferecem informações que podem orientar todos os setores da sociedade no planejamento e execução de projetos sociais, econômicos e ambientais. Recentemente, em parceria com o Pacto Global, lançou o HUB ODS Paraná, que visa aumentar o impacto regional nos ODS no estado por meio da troca de ideias, de tecnologia e de conhecimento entre empresas e organizações.

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Crédito mais caro no Brasil exige cautela

Com Selic e IOF em alta, especialista lista cuidados antes de decidir por um empréstimo

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por Patrícia Gomes

“Ano passado, diante da crise inicial da pandemia, buscar recursos para capital de giro foi a única alternativa para algumas empresas conseguirem arcar com as despesas básicas e manterem suas portas abertas. Agora, mesmo com a retomada gradual das atividades, alguns setores não tiveram a recuperação esperada. E, mesmo assim, muitos gestores ainda relutam em buscar crédito novamente por conta dos juros altos.

João Batista Guimarães

especialista do Núcleo de Acesso ao Crédito do Sistema Fiep

A taxa básica de juros (Selic) em alta, operando atualmente em 6,25% ao ano, mas com previsão de chegar a 8% até dezembro, e o reajuste das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo Governo Federal, tornaram a busca por crédito no Brasil um desafio ainda maior para os empresários. Juntas, as duas medidas tornam o acesso a recursos em bancos e instituições financeiras cada vez mais inviável, principalmente para os financiamentos de longo prazo. Isso porque ambas encarecem o custo de captação de dinheiro. O especialista do Núcleo de Acesso ao Crédito do Sistema Fiep (NAC), João Baptista Guimarães, avalia que o momento é de cautela para o industrial paranaense.

Ele explica que não é só a taxa básica de juros alta que impacta no custo final de um empréstimo. Outros tributos, encargos e despesas decorrentes de operações financeiras também geram valores adicionais ao tomador. Um dos principais é o spread bancário, que é a diferença entre a taxa cobrada pelo banco e a taxa real de captação do dinheiro. No spread estão embutidos custos como manutenção da estrutura física, funcionários, o lucro que será gerado e o risco de inadimplência.

Os bancos também pagam tributos e o valor do spread cobre esses custos, como Imposto de Renda, PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “No fim das contas, a falta de concorrência entre os bancos no Brasil também contribui para essa conta alta”, destaca Guimarães.

Outro fato que aumentou ainda mais o custo do crédito no Brasil foi a recente elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que para as empresas saiu de 1,5% para 2,04%, e, para pessoas físicas, de 3% para 4,08%. “A medida encarece ainda mais o crédito com impactos no cheque especial, no cartão de crédito e nos empréstimos”, informa o especialista.

Para as micro e pequenas empresas, mesmo opções do mercado com juros mais baixos e prazos maiores para começar a pagar, como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), do Governo Federal, estão menos atrativos agora do que estavam no ano passado. Embora o prazo tenha aumentado de oito para 11 meses, a taxa de juros acompanha a Selic (6,25% ao ano), com acréscimo de mais 6%. Em 2020, o valor acrescido era de até 1,25%.

Na Fomento Paraná, existem condições diferenciadas para micro e pequenas empresas, com taxas a partir de 0,70% ao mês para capital de giro, com prazo de até cinco anos. Também há opções a partir de 0,63% ao mês para investimentos e aquisição de máquinas e equipamentos com prazo que pode chegar a 10 anos.

Mesmo diante da necessidade de buscar recursos, o especialista do NAC orienta os industriais a esgotarem todas as possibilidades de recuperar o equilíbrio do caixa antes de recorrerem aos empréstimos. Isso pode evitar que inviabilizem o negócio por endividamento.

Confira os cinco passos para observar antes de recorrer aos bancos:

  • Organizar as finanças da empresa: fazer boa gestão dos recursos, controlando fluxo de caixa com ajuda de ferramentas de análise e controle financeiro.
  • Recorrer ao autofinanciamento, buscando recursos dentro da própria empresa antes de tomar empréstimos. Isso pode ser feito ao otimizar custos operacionais, com redução de desperdícios, melhor gestão de estoques, ao utilizar venda de ativos ociosos, negociando preços e prazos de pagamento com fornecedores e clientes, adotando políticas de incentivo para o pagamento antecipado e reinvestindo o lucro da empresa, além de buscar aporte dos sócios.
  • Montar um plano de financiamento, que deve conter o valor total do financiamento e seu detalhamento por itens financiados, a que se destinam os recursos. Priorizar créditos de longo prazo, que geralmente tem condições melhores e são mais baratos.
  • Pesquisar o mercado e buscar instituições que ofereçam as melhores condições para sua necessidade de crédito. Além do próprio banco que a empresa tem relacionamento, ouvir bancos de desenvolvimento, agências de fomento, fintechs e cooperativas de crédito.
  • Ficar atento a prazos e documentos necessários e estar com todas as certidões exigidas em dia e com a documentação contábil atualizada para agilizar o processo de financiamento.

*** A consultoria do NAC é uma contrapartida da Fiep ao industrial paranaense e não tem nenhum custo. Mais informações podem ser obtidas no site www.fiepr.org.br/credito , pelo e-mail nacpr@sistemafiep.org.br.

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Indústria do Paraná e países árabes

Para apresentar as características da indústria do Paraná, a Fiep integrou a comitiva paranaense que esteve nos Emirados Árabes

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por Rodrigo Lopes

Tivemos reuniões muito produtivas com empresários árabes e também com fundos soberanos, que têm muito interesse em investimentos na América Latina, em especial no Brasil. Creio que teremos resultados tanto no aumento de negócios de nossas empresas quanto na atração de investimentos.

Carlos Valter Martins Pedro

Presidente do Sistema Fiep e integrante da comitiva

Com o objetivo de prospectar novas oportunidades para o setor industrial, durante a missão a Fiep firmou um acordo de cooperação com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB). Pela parceria, que envolve ainda a Invest Paraná, agência de promoção comercial do governo do Estado, está prevista ainda a instalação de um escritório nos Emirados Árabes para auxiliar empresas interessadas em realizar negócios na região. Tanto o acordo quanto a instalação do escritório são ações sem custos adicionais para a Fiep.

O acordo foi firmado no dia 12 de outubro e assinaram o documento Carlos Valter e o presidente da CCAB, Osmar Vladimir Chohfi. A integração entre as entidades tem o foco principal na identificação de oportunidades para alavancar o comércio e os investimentos em parceria entre empresas árabes e paranaenses. “A Fiep busca sempre parcerias que gerem ações concretas”, disse Carlos Valter. “A partir de agora, vamos dar sequência a este trabalho identificando as possibilidades de negócios entre empresas paranaenses e dos países árabes. Já somos fornecedores de produtos alimentícios, mas queremos avançar muito mais nessa relação”, acrescentou.

A CCAB completa 70 anos em 2022 e projeta crescimento na relação comercial entre os países do Golfo Pérsico e o Brasil, tendo o Paraná como uma região estratégica. “O Paraná é um dos principais responsáveis pela segurança alimentar do mundo árabe”, afirmou Chohfi. Só em 2020, foi o quarto estado brasileiro que mais exportou para este mercado, atingindo a marca de US$ 1,32 bilhão. “Essa missão internacional é muito importante porque apresenta o Paraná a investidores e empresários do mundo árabe, um mercado muito promissor para o Brasil e especialmente para o Paraná”, completou.

Escritório em Dubai
Também dentro dessa parceria, foi anunciada a abertura de um escritório conjunto da Invest Paraná, agência de promoção comercial do governo do Estado, e da Fiep em Dubai. Ele deverá ficar na sede da Rockland Group, empresa com atividades em mais de 15 países. A ideia é que um representante do Estado trabalhe para dar apoio a empresas paranaenses que queiram fortalecer suas relações comerciais na região.

foto: Governo do Paraná

Para Carlos Valter, o escritório facilitará contatos de industriais paranaenses com potenciais parceiros comerciais ou de investimentos não apenas dos países árabes, mas também do mercado africano. “Essa é uma oportunidade de chegar nesses investidores, através do mundo árabe. Nós temos diversidade no polo industrial e podemos usar essa oportunidade para diversificar nossos negócios”, declarou.

Business Experience
A assinatura das parcerias ocorreu durante o segundo dia do Paraná Business Experience, em que foram realizados vários painéis para apresentar a investidores alguns dos setores estratégicos da economia paranaense. Também foram promovidas rodadas de negócios entre empresas do Paraná e de países árabes.

No mesmo dia, o presidente da Fiep foi o responsável por uma palestra sobre a indústria automotiva do Estado. Ele destacou que o Paraná é o segundo principal polo do setor no país, com capacidade instalada para produção de mais de 5 milhões de veículos ao ano. Atualmente, as mais de 600 empresas do segmento empregam quase 40 mil trabalhadores. Em 2020, foram responsáveis por US$ 1,3 bilhão em exportações.

foto: Governo do Paraná

Carlos Valter destacou, ainda, a infraestrutura instalada no Paraná para apoiar essa indústria. Em especial, o novo terminal de veículos no Porto de Paranaguá e a grande capacidade de geração de energia elétrica do Estado. Ressaltou, ainda, a posição geográfica estratégica do Paraná, próximo aos principais mercados do Brasil e do Mercosul. Além disso, apresentou a estrutura que o Sistema Fiep, por meio do Senai, possui para auxiliar o desenvolvimento da indústria automotiva paranaense.

Marketplace
Além disso, o Paraná BX disponibiliza um marketplace para que participantes do evento e outros investidores estrangeiros possam conhecer mais sobre empresas e entidades paranaenses integrantes da missão. O Sistema Fiep faz parte da ferramenta, apresentando sua atuação e os serviços que oferta ao setor industrial. “A ferramenta pode ajudar o empresário a ter acesso a todos os serviços que o Sistema Fiep presta. Foi uma iniciativa extremamente positiva do governo a criação desse marketplace”, afirmou Carlos Valter. Após o encerramento da missão, o marketplace seguirá ativo, podendo ser acessado por qualquer investidor interessado em realizar negócios no Paraná.

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Sesi tem novidades em Segurança e Saúde

A atualização vem por meio da inovação tecnológica que permitirá gestão da informação estratégica, prevenção e ainda ampliação do atendimento

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por Ana Clara Tonocchi

Conhecer, de forma rápida e confiável, índices de absenteísmo, as principais causas de atestados médicos, mudanças nas Normas Regulamentadoras (NRs), é determinante para o aumento da produtividade e, consequentemente, da competitividade industrial.   

Com informações de qualidade em mãos, obtidas por meio daquela que objetiva ser a maior base de dados de do setor industrial brasileiro, as indústrias terão condições de planejar ações a curto, médio e longo prazo, podendo contratar os serviços do Sesi no Paraná para apoiá-las a resolver o que é necessário.

José Antonio Fares

superintendente do Sesi e IEL no Paraná e diretor regional do Senai  

O acesso a essas e outras informações será possível por meio da plataforma Sesi e Segurança para que, cada vez mais, o setor produtivo apoie o colaborador e familiares na busca por qualidade de vida de forma a reduzir custos e riscos de acidentes e doenças do trabalho.  Disponível gratuitamente a partir do segundo semestre, plataforma vai ajudar os gestores industriais na tomada de decisões.   

A prevenção é a alma do negócio  

Para somar à plataforma Sesi Saúde e Segurança, também estará disponível o Circuito Sesi Saúde, programa que incentivará e promoverá ações de prevenção e cuidados com a saúde.  

“Temos um calendário temático e mensal com a oferta de exames, vacinas, lives e informações para que os trabalhadores e seus dependentes cheguem ao final do ano com a saúde em dia. Queremos fornecer subsídios para que as indústrias sejam centros de irradiação de prevenção. Ou seja, que a preocupação não seja somente com a saúde laboral, mas também com a saúde do colaborador e sua família de forma geral. Assim, protegemos a saúde do trabalhador de forma antecipada evitando o absenteísmo”, explica Rosângela Isolde Fricke, gerente de Segurança e Saúde para a Indústria do Sistema Fiep.

Outro ponto que marcará essa renovação no atendimento do Sesi às indústrias é a mudança no modelo de contratação de fornecedores. O objetivo é levar mais qualidade e capilaridade à prestação dos serviços por meio do credenciamento de clínicas e profissionais que devem atender a editais rigorosos de seleção.  

A Região Noroeste foi a primeira a adotar o novo modelo. Maringá e Paranavaí já estão com novos credenciados atendendo dentro das unidades, o que permitiu abertura da agenda para ampliar os atendimentos. De acordo com Alexandre Destéfano, gerente das unidades da região, a previsão é de que até julho todas as cidades da localidade contem com novas clínicas credenciadas.  

“Se antes eu tinha um fornecedor para atender a demanda de quase 100 municípios, em breve teremos mais fornecedores para atender essas mesmas cidades. Em breve poderemos atender esses industriários na própria cidade, reduzindo o tempo de deslocamento, de atendimento e ampliando a oferta de mais serviços. Ajuda o trabalhador e a indústria”, afirma Alexandre Destéfano, gerente das unidades da região.

Saiba mais em sesipr.com.br 

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Brasil Mais é saída para o crescimento

Com o objetivo de apoiar as indústrias na retomada econômica, Senai no Paraná oferta mentoria que promove o aumento de produtividade de processos em 20%

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por Rafaella Sabatowitch

Aumentar a produtividade e reduzir os custos das linhas de produção são metas comuns a todos os empresários. E pode-se afirmar, com toda a certeza, que a melhoria contínua entra como elemento determinante para o alcance dos objetivos, com novas formas de pensar o que já está aí há muito tempo, seja por meio do desempenho ou expansão da presença no mercado.  

Foi por isso que em 2020 o governo federal, em conjunto com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou o Brasil Mais em parceria com o Senai. O objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade de determinado processo industrial por meio da metodologia da produção enxuta (lean manufacturing).   

Brasil Mais  

Neste ano, em que o setor industrial está passando por um momento de retomada econômica, a produção enxuta se torna uma aliada ainda mais importante para que as indústrias consigam se adequar às novas necessidades do mercado.

Fabrício Lopes 

gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep

Empresas que tenham de 11 a 499 colaboradores de mais de 300 Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs) industriais (primários ou secundários) podem participar do programa, que tem previsão de ir até outubro deste ano – até abril, 178 indústrias foram atendidas. “Em 2020, finalizamos o atendimento de 23 indústrias em todo o estado, criando condições para que encontrassem soluções rápidas, de baixo custo e alto impacto para obter melhores resultados em sua produção”, conta Fabrício Lopes, gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep.  

Com a duração de 12 semanas, os encontros entre os participantes ocorrem semanalmente. Num primeiro momento, com a formação de grupos de até oito indústrias, o que reforça um dos benefícios do Brasil Mais: a geração de conhecimento entre os participantes, uma vez que os integrantes da equipe consolidam o aprendizado ao compartilhá-lo, além de compreenderem como outras indústrias aplicaram a metodologia.  

“Esta dimensão da troca de experiências é um dos valores do Sistema Fiep e reforça que o associativismo industrial é um dos pilares do desenvolvimento do setor”, afirma Felipe Couto, gerente do Sistema Fiep responsável pelo programa no Paraná.  

Já o segundo momento é individual, quando o mentor do Senai acompanha os colaboradores dentro de cada indústria para diagnosticar e aplicar as melhorias no processo industrial objeto de melhoria. No final do processo, os participantes apresentam para os gestores os resultados alcançados. Como o conhecimento fica dentro da empresa, com os participantes, a metodologia pode ser aplicada em outros setores.  

Principais vantagens  

O valor de mercado de uma consultoria de produção enxuta de 64 horas é de R$ 12 mil. Por meio do Brasil Mais, governo federal e Senai subsidiam 80% do valor e a empresa arca apenas com 20%, o equivalente a R$ 2.400. Em 2021, há ainda mais vantagens para as indústrias associadas aos sindicatos filiados ao Sistema Fiep, que contam com maior subsídio, reduzindo o investimento a apenas R$ 950.  

Para aderir ao Brasil Mais clique aqui ou envie e-mail para  brasilmaispr@sistemafiep.org.br.

Conheça o case da Gemü com o Brasil Mais.

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Governo do Paraná: o que faz para a indústria

Em entrevista exclusiva, Ratinho Jr., governador do Paraná, fala sobre as iniciativas que visam aumentar a competitividade do setor produtivo paranaense

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por Rodrigo Lopes

A indústria tem liderado a retomada na geração de empregos no Paraná, mesmo em um período de crise no país, em mais uma prova da importância desse setor, que responde por 24,5% do PIB do estado. Quais ações o governo tem adotado para melhorar o ambiente de negócios e desenvolver ainda mais a indústria paranaense? 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior | Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Temos que refletir segurança para os investidores. Por isso, mesmo com a pandemia nossos projetos de melhoria da estrutura do estado nunca pararam. Esta postura se traduz como compromisso e solidez para os investidores. Um exemplo disso: em dois dias, três empresas anunciaram investimentos de quase R$ 3 bilhões no Paraná. São R$ 2,6 bilhões da Klabin para a instalação de uma máquina de papel cartão; R$ 292 milhões da BRF para modernizar seis plantas agroindustriais; e R$ 55 milhões da Gerdau para retomar a produção de aço em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. E estes são apenas alguns dos investimentos que atraímos para o estado. Investimentos geram muitos empregos e trazem mais renda para a nossa gente. A produção industrial paranaense teve crescimento de 9% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os primeiros três meses de 2020, o dobro da média nacional no período. Mesmo com o impacto da pandemia em diversos setores da economia, a indústria do Paraná continua forte. O crescimento industrial se reflete nos outros setores, contribuindo com a retomada econômica do Estado e de grande parte das cidades paranaenses, já que o Paraná conta com uma indústria diversificada e espalhada por todas as regiões. 

Nos últimos anos, o estado implantou programas de incentivos fiscais para atração de novos investimentos e para aumento da competitividade do setor produtivo paranaense. Como é possível incrementar ainda mais esses programas, garantindo às indústrias igualdade de condições na concorrência com empresas de outros estados? 

Os incentivos são importantes e o programa paranaense foi criado para reinserir o Paraná na agenda dos investimentos locais, nacionais e internacionais, contemplando uma série de medidas como a dilação de prazos para recolhimento do ICMS, incentivos para melhoria da infraestrutura, desburocratização e de capacitação profissional. Só em 2020 foram atraídos 164 empreendimentos, o que refletiu diretamente na geração de empregos. O programa tem atendido às expectativas do governo e das empresas. Além disso, estamos buscando desburocratizar cada vez mais os processos para facilitar a vida do empresário. Este é o lema do Descomplica Paraná, que além de trazer esta agilidade, reduz prazos, aumenta a segurança jurídica e moderniza o registro empresarial. Nossa Junta Comercial está com a missão de agilizar trâmites, desburocratizar e possibilitar a transparência e rapidez dos processos de forma 100% digital. E já estamos colhendo resultados deste trabalho. O saldo de empresas constituídas no Paraná no primeiro quadrimestre deste ano foi 20,05% superior ao mesmo período de 2020. Os números levam em conta as aberturas e baixas ocorridas entre janeiro e abril. Considerando apenas as empresas abertas, o percentual comparativo sobe para 27,46%.  


A redução de custos e o aumento da eficiência da logística de transportes tem relação direta com o aumento da competitividade do setor produtivo. Recentemente, a licitação do Bloco Sul dos aeroportos, que incluiu quatro terminais do Paraná, atraiu forte interesse e vai garantir grandes investimentos nessa área nos próximos anos. Atualmente, discute-se também o novo modelo de pedágios do Paraná, com a previsão de R$ 42 bilhões de investimentos na malha viária do Estado. Tendo como base o sucesso da licitação dos aeroportos, qual é a projeção do governo para o processo de concessão das rodovias? 

Foto: Arnaldo Alves / ANPr

O  Governo do Paraná trabalha em busca da menor tarifa, com garantia da execução das obras necessárias para o crescimento do Paraná pelas próximas décadas, e um processo completamente transparente, com leilão dos lotes realizado na Bolsa de Valores. Nossa expectativa é que os editais sendo elaborados pelo Governo Federal alcancem esse equilíbrio, atendendo os anseios do setor produtivo e garantindo a melhor modelagem possível. O Ministério da Infraestrutura e suas autarquias, o DNIT e a ANTT, estão avaliando todas as sugestões oferecidas pela sociedade paranaense, e o próximo passo é a análise dos editais pelo Tribunal de Contas da União. Vencida essa etapa, serão publicados os editais e leiloados os lotes. Além dos R$ 42 bilhões em obras, já nos primeiros anos dos contratos, estão previstos outros R$ 34 bi para conservação das rodovias e contratação de serviços para atendimento aos usuários. 

 
Ainda na área de infraestrutura, o Porto de Paranaguá vem se destacando por seus ganhos de eficiência nos últimos anos. Além disso, a manutenção da operação do porto mesmo nos momentos mais críticos da pandemia foi fundamental para o escoamento das exportações da indústria e do setor produtivo paranaense. Pensando no futuro, quais são os planos para ampliar ainda mais a capacidade do porto?  

Nos próximos meses, devemos entregar o projeto básico da remodelação do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. O investimento, apenas neste documento, é de R$ 451,3 mil. O objetivo é dar mais agilidade no escoamento dos granéis, com novo píer em T, quatro berços exclusivos e oito linhas de embarque, com capacidade para 4 mil toneladas por hora, cada. O novo moegão leste é outro projeto fundamental. Ele prevê uma moega exclusiva para descarga ferroviária, capaz de receber 180 vagões simultâneos em três linhas independentes, interligando cinco terminais de grãos. O projeto deve ser entregue em breve.  Um ponto fundamental é definitivamente a dragagem, de manutenção e aprofundamento. Hoje está em andamento o programa de dragagem de manutenção continuada, que começou em 2019 e vai até 2023. O investimento nos cinco anos de obra soma R$403,3 milhões. Para o futuro, é fundamental realizar a dragagem de aprofundamento no canal de acesso ao porto. Hoje, os navios operam com profundidade de 12,5 metros para entrar no Porto de Paranaguá e 8,5 no Porto de Antonina. O objetivo é alcançar 15,5 e 12,5 metros, respectivamente. Os portos paranaenses estão muito próximos do porto de Santos, dos portos catarinenses e do porto do Rio Grande do Sul. Precisamos pensar o futuro para nos manter competitivos e o canal é fundamental. Recebemos, todos os anos, 3 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Se não realizarmos a dragagem regular, o porto não tem como funcionar. Olhando para esse cenário, contratamos em 2020 um estudo para entender os nossos limites. Os resultados nos mostraram que temos condições de chegar no calado de 15,5 metros, mas com investimentos estimados de aproximadamente R$ 5 bilhões. Por isso, estamos discutindo a concessão do canal de acesso para a iniciativa privada – sem aumento de custos ao setor produtivo. Os estudos foram qualificados pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Governo Federal, em abril. Planejamos, ainda, a derrocagem do complexo rochoso submerso, que é conhecido como Pedra da Palangana. O projeto já está acontecendo e a obra está prevista para iniciar até junho. O investimento é de R$23,2 milhões. 

E como está o andamento do projeto da nova Ferroeste, importante para melhorar o fluxo de produtos até Paranaguá? 

A expectativa é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental em novembro. Com isso, a ideia é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras. O investimento estimado é de R$ 20 bilhões. O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior. Pelo planejamento, será construída uma estrada de ferro entre Maracaju, maior produtor de grãos do Mato Grosso do Sul, até Cascavel, no Oeste Paranaense. De lá, o trem segue pelo atual traçado da Ferroeste com destino a Guarapuava – os 246 quilômetros de ferrovias atuais serão modernizados –, até se ligar a uma nova ferrovia que vai da região Central do Estado ao Porto de Paranaguá, cortando a Serra do Mar. Há previsão, ainda, de um novo ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. 

 
Sobre possibilidades para ampliar o potencial de exportações do Paraná, qual é a política de internacionalização do Estado? O governo atua com a possibilidade de acordos de cooperação internacional que possam beneficiar os setores exportadores paranaenses? 

Além da Divisão de Relações Internacionais, junto à Casa Civil e à Casa Militar, que concentra assuntos de cooperação internacional de diversas áreas, com as respectivas pastas e Secretarias, o Paraná conta com a Invest Paraná, agência de promoção e atração de investimentos do Estado vinculada à Sedest (Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo). A agência é responsável por promover a marca do Paraná comercialmente, e o faz constantemente por meio da promoção de eventos e participação em feiras internacionais. Sempre em contato com as empresas do Estado, a Invest Paraná também viabiliza rodadas de negócios, matchmaking, e reuniões B2B. Além disso, por meio da Invest, o estado participa do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), que é uma iniciativa do governo federal, coordenada pelo Ministério da Economia, que busca difundir a cultura exportadora e contribuir para ampliar o número de exportações por meio de uma rede de apoio às empresas formadas por diversas instituições. No caso do nosso estado, a Invest Paraná. O estado também conta com uma sólida rede de relacionamentos com câmaras de comércio, agências de outros países, embaixadas e consulados, além de, claro, com a Apex-Brasil, agência de Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, do governo federal, importante parceira do estado em diversas ações. Essa estrutura é fundamental, pois é a ponte que torna possível conectar empresas paranaenses a oportunidades de exportação, importação e internacionalização. Nesse sentido, possuímos acordos de cooperação com diversos desses parceiros. Obviamente que não acordos comerciais, pois essa é uma prerrogativa federal. O Paraná recebeu nesta semana o parecer favorável do comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e deu mais um passo para o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.  A 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que ocorrerá de forma virtual entre 22 e 28 de maio, fará a avaliação final do nosso pedido. Temos a convicção que, com esta validação, as exportações de carne pelo Paraná ganharão um importante impulso. Em agosto do ano passado o Paraná obteve reconhecimento nacional de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Agora em maio vamos conseguir a chancela mundial. Cerca de 65% do mundo não compra carne do Paraná pela ausência desse reconhecimento. Ou seja, alguns bilhões de dólares entrarão na nossa economia, gerando milhares de novos empregos.  
 

Foto: José Fernando Ogural/ANPr

O Sistema Fiep representa a indústria e é parceiro do governo no desenvolvimento do setor em todo o Paraná. Hoje, já são várias parcerias com as instituições que compõem o Sistema Fiep, como no caso do Senai, nas áreas de capacitação profissional e apoio à inovação e tecnologia; ou do Sesi, em educação, saúde e segurança do trabalhador.  Como essa parceria pode ser ainda mais potencializada em prol do desenvolvimento socioeconômico do Estado? 

O Sistema Fiep é um grande parceiro do Governo do Estado. Mantemos diversos convênios como no caso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado do Paraná – SENAI, nas áreas de capacitação profissional e apoio à inovação e tecnologia ou do Serviço Social da Indústria – SESI, em educação, saúde e segurança do trabalhador. Um projeto que pode permitir ampliar ainda mais esta parceria é a  Carreta do Conhecimento. A parceria entre Governo Volkswagene e SENAI oferta nove cursos profissionalizantes. O projeto começou em 2019 e já atendeu 47 localidades e qualificou 2029 profissionais. Em 2020, devido à pandemia da COVID-19, todos os cursos presenciais foram adiados. Em 2021 iniciamos um projeto da Carreta do Conhecimento Conectada, onde 75% das aulas teóricas são online, sendo disponibilizado um Chip 4G fornecido pelo SENAI, (onde cada aluno acompanha as aulas em suas residências) e 25% das aulas práticas são presenciais nas unidades do SENAI em cada município, respeitando todos os protocolos de prevenção à COVID-19 exigidos pelos órgãos competentes. Para o 2° semestre de 2021, será reavaliada a possibilidade de retorno das Carretas com aulas presenciais, e as 90 localidades poderão ser atendidas e ofertadas 4926 vagas nos cursos. 

A pandemia causou impactos e trouxe grandes desafios para todos os segmentos da sociedade, incluindo a indústria. Diante disso, quais tem sido as principais ações adotadas pelo governo para minimizar os impactos econômicos? E quais são os planos para impulsionar a economia paranaense no pós-pandemia? 

Esta é uma preocupação constante e que está no nosso radar desde o início do ano passado, no começo da pandemia. Quando muitos ainda estavam tentando entender os impactos da pandemia, nós aqui no Paraná já criávamos um grupo de trabalho encarregado de criar ações estratégias para recuperação, crescimento e desenvolvimento do Estado, durante e após a pandemia. Focamos em projetos para o fortalecimento das atividades produtivas estaduais, promoção de investimentos em infraestrutura, atração de ativos para o Paraná, com o adensamento das cadeias produtivas estaduais e fortalecimento das cadeias produtivas exportadoras. Foram vários projetos criados para isso: Feito no Paraná, Compra Direta Paraná são exemplos. O resultado destas ações se traduziu nos números. O agronegócio evoluiu 3,98% em negócios em 2020, somando proteínas, grãos e os demais produtos do campo, com resultado de US$ 13,29 bilhões líquidos. Demos mais prazo para os empréstimos das linhas do Paraná Recupera e também renegociamos os prazos de carência para operações de microcrédito; ampliamos os repasses ao Banco da Mulher e ao banco do Empreendedor, tudo para fortalecer os nossos empresários e permitir que suas empresas se mantivesses saudáveis e gerando postos de trabalho. Estamos lançando sucessivos pacotes de auxílio a empresas, para permitir que o empresário paranaense tome fôlego e mantenha seus negócios, mesmo com a pandemia. Estamos destinando quase R$ 60 milhões para socorrer cerca de 87 mil empresas dos segmentos mais atingidos pela pandemia, sejam pequenas e microempresas cadastradas no Simples Nacional ou e microempreendedores individuais (MEIs).  
Trabalhando em diferentes frentes, temos a convicção que conseguiremos gerar ainda mais vagas de trabalho no nosso estado. 

- Atualizado em

Produção de frango muda o perfil do interior do Paraná

Uma grande cadeia produtiva foi formada nos últimos 40 anos para sustentar a avicultura de corte. A atividade viabilizou a pequena propriedade, gerou empregos, impulsionou a indústria e dinamizou as exportações paranaenses

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por Elvira Fantin 

 

O Paraná é líder nacional na produção de frango. Com 18.518 aviários ativos, que produziram 1,95 bilhão de frangos em 2020, e com 36 abatedouros, o Estado responde por aproximadamente 40% das exportações nacionais. O Brasil, embora seja o segundo maior produtor mundial, ficando atrás dos Estados Unidos, é o primeiro exportador. A produção tem como principais destinos China, África do Sul e Japão.

“Já passamos em soja e vamos passar no frango. Além das condições de sanidade que nos diferenciam, temos clima adequado, áreas disponíveis para expandir a produção de grãos e mão de obra farta, condições que os EUA não têm. Imagine se não tivéssemos essa carga tributária tão elevada e se as condições de logística fossem mais favoráveis

Irineo da Costa Rodrigues

presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná 

A atividade é grande empregadora de mão de obra no Paraná. São 69 mil empregos diretos e mais de 700 mil indiretos. Se forem considerados todos os elos da cadeia produtiva, estima-se que 1,2 milhão de paranaenses trabalhem em alguma atividade relacionada à produção de frango, o que representa praticamente 10% da população paranaense. Esses números tão significativos foram construídos nos últimos 40 anos, quando a atividade começou a se desenvolver, registrando um crescimento muito rápido e mudando totalmente o perfi do interior do Estado. “A avicultura paranaense é muito jovem. Antes dos anos 70, nada disso existia”, conta Irineo da Costa Rodrigues, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná –Sindiavipar e da LAR Cooperativa Agroindustrial, uma das principais produtoras de frango do Paraná, com sede em Medianeira, no Oeste do Estado.   

Estima-se que para cada emprego direto gerado no setor, outros 17 indiretos são criados em todos os elos da cadeia. Isso totaliza quase 1,2 milhão de paranaenses envolvidos na atividade, o que representa cerca de 10% da população do Estado.  

Segundo Rodrigues, o Paraná ganhou destaque em pouco tempo porque reúne as características ideais para a avicultura: mão de obra disponível e fartura de grãos, indispensáveis na alimentação das aves. Santa Catarina foi o primeiro colocado até os anos 2000. A partir daí, com a entrada forte das cooperativas e das integradoras, o Paraná superou o estado vizinho e lidera desde então. O presidente do Sindiavipar acredita que o Brasil, em pouco tempo, vai ultrapassar os Estados Unidos.  

Rodrigues comenta que as estradas no interior do Paraná são ruins e que o transporte rodoviário é caro. Deveríamos estar usando ferrovias, como nos Estados Unidos e na Europa”. Outro problema é o fornecimento de energia elétrica. “A energia não pode faltar e precisa ter estabilidade. Sem isso, o controle de temperatura nos aviários fica comprometido e as aves, que são muito sensíveis, podem morrer de frio ou de calor” diz Costa Rodrigues. 

A cadeia produtiva do frango não se limita à criação e ao abate. Envolve muitas outras atividades, entre elas a produção de grãos para alimentar as aves, fabricação de ração, produção de medicamentos veterinários, construção e manutenção de galpões climatizados e o transporte. Para o setor industrial, a avicultura é muito relevante. Criação e industrialização são dois elos dessa cadeia totalmente ligados porque o modelo de avicultura implantado no Paraná é o da integração. 

Os abatedouros fornecem os pintainhos de um dia para os integrados, um conjunto de pequenas propriedades rurais que ficam próximas às indústrias. Os integrados mantêm granjas climatizadas, onde os pintainhos são alimentados, crescem e engordam,  

transformando-se em frangos de corte que são transportados para o abatedouro da empresa que forneceu os pintainhos, a ração e a assistência técnica.  

GENÉTICA, NUTRIÇÃO E SANIDADE  

Não existe vantagem nem possibilidade de usar hormônios em criação de frango de corte, o que existe é genética e manejo. É o cruzamento industrial, aliado à nutrição de qualidade e controle rigoroso da sanidade.

Inácio Kroetz

diretor executivo do Sindiavipar 

O médico veterinário Inácio Kroetz, diretor executivo do Sindiavipar, destaca que o sucesso da avicultura de corte do Paraná se deve a um tripé: genética, nutrição e sanidade. As aves matrizes, que põem os ovos férteis que geram os pintainhos, são resultado de seleção genética, com o cruzamento dos melhores exemplares das mais promissoras linhagens. O veterinário desmistifica a crença popular de que o frango de corte recebe hormônio para crescer, engordar e fornecer cortes nobres.  

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