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Vertys Solar Group ganhou mais de 60% de produtividade

Programa de produção enxuta auxilia segmento industrial a rever gargalos e mentalidade

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Programa de produção enxuta auxilia segmento industrial a rever gargalos e mentalidade 

por Mayara Duarte

A Vertys Solar Group foi uma das participantes do Brasil Mais. Lucas Malacarne, analista de qualidade da empresa, conta que a participação no programa foi fundamental para o crescimento da indústria. “Quando a gente fechou o acordo, entramos de cabeça no negócio e achamos muito válida a experiência. Tivemos um ganho mais de 60% de produtividade com o programa, isso sem contratar ninguém. Foi basicamente mudando o processo, alterando, balanceando internamente. Abrimos as portas para reduzir desperdício, então começamos e enxergar o projeto com outros olhos”, avalia.  

Com a participação, a Vertys Solar Group teve modificações no layout da área de processos, separação, medição, produção, alterações no processo produtivo, como fluxo divisão das atividades, padronização e mensuração. “Um dos pontos que mais melhorou foi a mentalidade: ou seja, todos aqui na equipe, desde o funcionário da produção até a direção, entraram com uma mentalidade para fazer a mudança e viram os resultados depois. Toda equipe se engajou no processo, topou as mudanças e no final os resultados foram excepcionais”, conta Malacarne.  

Antes do Brasil Mais, o recorde de separação de pedidos no decorrer de 2021 e 2020 da empresa foram de 245 pedidos separados mensalmente. No mês de agosto, após o programa, a equipe conseguiu separar mais de 396 pedidos. “Isso financeiramente vai dar uma rentabilidade de mais de 100 mil reais no ano, em torno de R$ 9/10mil por mês. Foi um resultado fantástico que a gente teve em um projeto rápido, de dois meses. Mais de 60% de aumento da produtividade e mais de R$ 100 mil de economia no ano com mão de obra”, conclui. 

As inscrições podem ser feitas no site do Senai no Paraná ou pelo e-mail brasilmaispr@sistemafiep.org.br . 

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Paraná produz 40% do frango exportado pelo Brasil

Confira na entrevista exclusiva com Irineo da Costa Rodrigues, presidente do Sindicato das Indústrias e  Produtos  Avícolas  do  Estado do Paraná – Sindiavipar, quais os diferenciais do estado

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O país é o segundo exportador mundial e o maior produtor. Confira na entrevista exclusiva com Irineo da Costa Rodrigues, presidente do Sindicato das Indústrias e  Produtos  Avícolas  do  Estado do Paraná – Sindiavipar, quais os diferenciais do estado

O desenvolvimento da avicultura paranaense

O raio-x do setor

O impacto da pandemia

Os desafios que vem por aí

Ações para alavancar ainda mais o setor

As expectativas para os próximos semestres

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Indústria deve se unir por redução do Custo Brasil – parte II

Na segunda parte da entrevista exclusiva, Jorge Gerdau Johannpeter fala sobre reforma tributária, resultados do Movimento Brasil Competitivo e sua trajetória empresarial

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Por Rodrigo Lopes

Reforma tributária:

Resultados do projeto do Movimento Brasil Competitivo:

Trajetória empresarial:

Mensagem para os empresários:

Confira também a primeira parte da entrevista.

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O custo que prejudica o desenvolvimento do Brasil

O presidente da Fiep fala sobre o Custo Brasil e como as indústrias são prejudicadas

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por Carlos Valter Martins Pedro

A pandemia do novo coronavírus causou impactos profundos na economia brasileira, que ainda tenta recuperar seu ritmo normal de atividade. Porém, mais do que buscar soluções emergenciais para superar a crise da vez, o Brasil precisa concentrar esforços para aprimorar seu ambiente de negócios e incentivar investimentos, preparando o país para que alcance crescimento sustentado em longo prazo. Essa missão passa, obrigatoriamente, pela equalização de um problema conhecido há muito tempo pelo setor produtivo: o Custo Brasil.

Criado há mais de 25 anos, o termo resume o conjunto de problemas estruturais que funcionam como verdadeiros entraves para o nosso pleno desenvolvimento econômico. Apesar de bastante conhecido, pouco se sabia sobre a real dimensão do Custo Brasil. Recentemente, essa dúvida foi dirimida. Estudo realizado pelo Ministério da Economia e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) – grupo composto por empresas e entidades de diversos segmentos econômicos – comparou a realidade do setor produtivo brasileiro com a dos 37 países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O resultado é assustador: por ano, as empresas brasileiras gastam R$ 1,5 trilhão a mais do que gastariam se exercessem suas atividades nas mesmas condições médias dos países da OCDE. O valor corresponde a 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Para se chegar a esse valor, foram identificadas 12 áreas, representando todo o ciclo de vida de uma empresa, que apresentam fatores críticos para a competitividade nacional. Para cada uma delas foram atribuídos indicadores que permitiram a comparação com os demais países e a valoração do custo que pesa sobre as companhias brasileiras. Duas das áreas mais onerosas estão diretamente ligadas à alta carga tributária do país. A primeira é o gasto excessivo que as empresas têm para contratação de mão de obra. Os impostos que incidem sobre o emprego de capital humano geram um custo anual de R$ 260 bilhões a R$ 320 bilhões a mais do que a média da OCDE. Já para honrar todos os demais tributos, o custo adicional é de R$ 240 bilhões a R$ 280 bilhões ao ano. Têm peso relevante ainda para o Custo Brasil os gastos extras para financiar os negócios, as deficiências na infraestrutura, o excesso de burocracia e a insegurança jurídica a que as empresas estão expostas.

Se o Custo Brasil penaliza toda a economia, é especialmente cruel com a indústria. Todos esses custos adicionais fazem com que seja extremamente oneroso produzir no país. As distorções de nosso ambiente de negócios encarecem o produto nacional, reduzindo sua competitividade no mercado externo e até mesmo no interno. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, entre 2003 e 2019, as vendas no varejo brasileiro mais do que dobraram. Um avanço que, pelos custos excessivos de produção, não foi acompanhado pela indústria nacional, abrindo espaço para uma invasão de produtos importados para suprir o aumento da demanda. Além de prejudicar os consumidores, que pagam mais do que deveriam até mesmo por produtos básicos, essa realidade inibe investimentos no Brasil, fazendo com que empregos e renda que poderiam ser gerados no país sejam criados em outras partes do mundo.

Começar a mudar essa realidade é justamente o que pretende a segunda fase da parceria entre Ministério da Economia e MBC. No fim de setembro, foi assinado um acordo de cooperação para que seja elaborado e colocado em prática um portfólio de propostas com potencial para, efetivamente, reduzir o Custo Brasil. E, a partir de agora, esse trabalho contará com a participação direta do Sistema Federação das Indústrias do Paraná, que se integra ao projeto para fornecer subsídios e sugestões. Buscar caminhos para melhorar o ambiente em que as indústrias desenvolvem suas atividades faz parte da missão do Sistema Fiep. Trabalhamos pela indústria, em todo o Paraná e, em mais esta ação, levaremos em conta as reais necessidades do setor industrial de nosso Estado.

Além de todos os projetos pontuais que serão apresentados por esse trabalho, a redução do Custo Brasil passa também por medidas que já estão em discussão no Congresso Nacional. A principal delas é a aprovação de uma Reforma Tributária ampla e consistente, que diminua a cumulatividade de impostos sobre as cadeias produtivas e torne o sistema de arrecadação mais simples e eficiente. Governo federal e Congresso Nacional já demonstraram que há vontade política para se avançar na agenda de melhoria do ambiente de negócios. É preciso, neste momento, construir consensos para que essa agenda avance o mais rapidamente possível, com vistas ao pleno desenvolvimento econômico e social do Brasil no futuro.

Veja a entrevista de Jorge Gerdau Johannpeter sobre o Custo Brasil.

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Inteligência Artificial: caminho para o futuro da indústria

Hub do Sistema Fiep conecta empresas, startups, universidades e centros de pesquisa

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por Roberto Hammerschmidt  

Parte da rotina de alguns engenheiros da Bosch, da unidade de Curitiba, consiste em avaliar, todos os dias, o desempenho das ferramentas de corte utilizadas nas máquinas. O objetivo deles é corrigir rapidamente eventuais desvios e otimizar a performance. A empresa já desenvolveu um sistema denominado Tool Management, por meio do qual disponibiliza informações sobre desempenho, durabilidade, custo, refugo e estoque das ferramentas estão disponíveis online. 

Porém, o grande volume de dados disponíveis impede um diagnóstico rápido das informações. “Leva-se um tempo considerável para que os engenheiros entendam e calculem quais ferramentas devem ser priorizadas levando-se em consideração todas as variáveis”, afirma Guillermo Meister, gerente de Engenharia e Manutenção da Bosch, em Curitiba. 

Para ajudar a resolver o problema, a companhia procurou o Hub de Inteligência Artificial, do Sistema Fiep, sediado em Londrina. O Hub vem auxiliando no aprimoramento do sistema para que as informações possam ser analisadas com mais facilidade e velocidade. Encontramos no Hub uma parceria para realizar o projeto com o objetivo de identificar as ferramentas que devem ser priorizadas pela engenharia. É por meio da inteligência artificial que conectamos diferentes fatores de dados”, conta Guillermo Meister, gerente de Engenharia e Manutenção da Bosch, em Curitiba. 

O Hub de Inteligência Artificial do Sistema Fiep é o primeiro do Brasil e tem como objetivo promover a adoção de tecnologias da área, como big data, machine learning e cloud computing, pelo setor industrial paranaense e brasileiro, com foco no aumento da competitividade das empresas.  Trata-se de um ponto de conexão de empresas, startups, universidades e institutos de pesquisa para demonstrar, na prática, como a inteligência artificial traz resultados concretos para os negócios. 

Informações inteligentes 

A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que permite a computadores aprenderem, executarem e aprimorarem tarefas que são comumente associadas a seres inteligentes. Mas para que a indústria possa tirar o maior proveito dela, é fundamental que as empresas tenham uma base de dados digitais, ou dados passíveis de digitalização.  

Para o Hospital Israelita Albert Einstein, esse foi um fator determinante para começar a trabalhar com a IA. “A disponibilidade de dados é fundamental para a inteligência artificial. Dados estruturados e não estruturados, informações geradas a partir de equipamentos e sensoriamento humano e que estão na internet e nas redes sociais geram o big data (um grande conjunto de dados), que é a base para análises mais sofisticadas para a IA”, afirma José Cláudio Terra, diretor de Inovação da instituição.  

É com base nesses dados que o Albert Einstein tem feito vários experimentos com inteligência artificial nos últimos anos e, inclusive, criou um laboratório de inovação, contratando pessoas de áreas complementares, como engenheiros, para desenvolverem projetos de análise e conhecimento das tecnologias envolvidas. “Há cerca de cinco anos, começou a se falar do potencial da inteligência artificial na área de saúde. 

O que a gente fez foi aprender”, diz Terra. Diante da necessidade pelas empresas de se digitalizarem, o Hub de Inteligência Artificial oferece o serviço de assistência industrial, com coleta e gestão de dados de produção para gerar uma base de informações, além do monitoramento do nível produtivo das indústrias que ainda não fazem gestão automatizada e não possuem dados suficientes para aplicar a IA.  

“A inteligência artificial facilita a compreensão dos dados acumulados e insights relevantes para o contexto da empresa – e que muitas ainda não exploram”, afirma Muriel Mazzeto, consultor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Hub de Inteligência Artificial do Sistema Fiep. 

Confira os recursos do Hub.

Telefone: 43 3294-5114 

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Um homem das artes e liderança industrial

Heitor Stockler de França foi um dos fundadores da Fiep e seu primeiro presidente

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Com seu perfil de liderança, Heitor Stockler de França representou a classe industrial paranaense nos anos de 1940, no momento em que o movimento sindical brasileiro passava por significativa expansão. Em 1944, juntou-se a um grupo de industriais e fundou a Fiep, formalizando a representatividade do setor na defesa dos interesses da indústria do Paraná.  

Heitor Stockler de França em meio a atletas.

Em 1946, Stockler de França filiou a Fiep à Confederação Nacional da Indústria (CNI), inserindo a entidade paranaense no cenário nacional. Ele realizou o árduo trabalho de consolidar a imagem da entidade frente à classe industrial, aos trabalhadores e às autoridades governamentais locais e nacionais. O empresário presidiu a Fiep até o ano de 1958. Stockler de França também fundou o Sesi, em 1947, que se somou ao Senai, fundado anteriormente, em 1943. Esse conjunto de entidades, acrescido do Instituto Evaldo Lodi (IEL) do Paraná, que foi inaugurado em 1969, formaria o Sistema Fiep. 

Casa Heitor 

Em 2013, a casa onde Heitor Stockler de França viveu no centro de Curitiba com a esposa Brasília e os filhos foi disponibilizada para a Fiep pelos seus herdeiros. Localizada na rua Marechal Floriano Peixoto, quase esquina com a rua Pedro Ivo, a construção pintada de cor-de-rosa data de 1893. É um marco da arquitetura do século XIX que foi muito bem preservado e hoje abriga o Centro Cultural Heitor Stockler de França, mantido pelo Sesi do Paraná. O local é carinhosamente chamado de ‘Casa Heitor’. Desde que foi fundado, em 2013, o espaço promove muitas ações culturais, com apresentação de shows e concertos, tudo gratuito e aberto ao público em geral.  

É um local destinado também à valorização dos artistas locais. A casa sempre teve vinculação com a vida cultural da cidade. Heitor Stockler de França e sua esposa eram apreciadores das artes. Na casa está parte do acervo da família, composto por quadros, fotografias históricas e um piano Essenfelder, muito usado por Heitor e Brasília em saraus que realizavam na residência para reunir familiares e amigos. 

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Inteligência artificial: aprendizado e futuro

Saiba da importância do aprendizado da inteligência artificial na escola

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As necessidades do setor industrial guiam o aprendizado do Colégio Sesi da Indústria. Ouça o Sesi Conecta e saiba como a inteligência artificial se insere no dia a dia dos estudantes.

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