- Atualizado em

Indústria audiovisual do Paraná figura entre as mais representativas do Brasil

Jussara Locatelli, nova presidente do Siapar, traz dados que reforçam a relevância do setor

compartilhe

por Priscila Aguiar

Com 404 produtoras registradas na Ancine, o Paraná tem uma participação expressiva na indústria de audiovisual, sendo o quinto estado com o maior número de produtoras. O setor também é um grande empregador, já que gera trabalho tanto para quem atua na criação, produção e distribuição dos conteúdos audiovisuais, quanto para outros ramos que são impactados pela atividade. “É uma indústria com um faturamento de R$ 45 bilhões por ano, que gera 330 mil empregos e arrecada R$ 3,4 bilhões de impostos diretos e diretos. Além disso, envolve diversos setores, como as indústrias têxtil e de vestuário, os segmentos de alimentação, transporte, turismo, entre muitos outros”, conta Jussara Locatelli, presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná, o Siapar.

É uma indústria com um faturamento de R$ 45 bilhões por ano, que gera 330 mil empregos e arrecada R$ 3,4 bilhões de impostos diretos e indiretos.

Jussara Locatelli

Presidente do Siapar

Outro dado que a Jussara traz é o fato de o setor audiovisual, segundo o IBGE, ter gerado, entre 2015 e 2018, um valor adicionado de R$ 26,7 bilhões, superando indústrias como a farmacêutica (R$ 25,3 bilhões), a de eletrônicos e óticos (R$ 16,1 bilhões) e a de fabricação de produtos têxteis (R$ 14,7 bilhões). “Esses dados demonstram a representatividade da nossa área”, reforça. Por valor adicionado entende-se o “valor que a atividade acrescenta aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo”, de acordo com o IBGE.

Desafios e novas possibilidades

A pandemia do novo coronavírus trouxe desafios, mas também oportunidades. “Várias produções foram suspensas e ficávamos na expectativa em relação aos protocolos que deveriam ser seguidos. Por outro lado, nunca tivemos tanto consumo de conteúdos de streaming como na pandemia, o que demonstra a necessidade de estarmos em constante atualização”, conta. De acordo com uma pesquisa elaborada pela Kantar IBOPE Media, 98% dos usuários de internet consomem algum tipo de conteúdo via streaming de áudio ou vídeo e 73% afirmam que o consumo de streaming de vídeo (pago ou gratuito) aumentou após o início da atual crise.

Em meio a um cenário dinâmico, de constantes mudanças, o Siapar tem como desafio não só ter mais empresas do ramo envolvidas com as atividades do sindicato, como também ter maior representação por regiões do estado. Dentre os novos serviços propostos pela gestão está a prestação de serviços de consultoria técnica e operacional na elaboração de editais relacionados à produção e exibição audiovisual. Além disso, o sindicato incentiva a contratação de equipes paranaenses e fomenta o crescimento do mercado local de audiovisual. “O espaço reservado para exibição de produções brasileiras em canais de empresas internacionais ainda é muito pequeno, se comparado a outros países. É necessário que tenhamos mais visibilidade das produções locais”, comenta Jussara.

Para contribuir com o crescimento do setor, a entidade mantém parcerias – o Sistema Fiep é uma delas – e planeja a promoção de eventos de relacionamento, como o Dia do Empresário do Audiovisual, que deve acontecer na metade de outubro. O incentivo para a organização de uma Film Commission – que incentiva, facilita, apoia e simplifica os procedimentos para a produção audiovisual em áreas públicas – também deve impulsionar as ações do Siapar. “Conseguimos aprovar agora em setembro uma capacitação do Ministério da Economia (Brasil) / Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e estamos incentivando a organização de Film Commission para Curitiba e Região Metropolitana”, conta a presidente. 

Sobre a nova presidente

Jussara Locatelli assumiu em maio a presidência do Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná, o Siapar. CEO da Realiza Vídeo, produtora de conteúdo que está desde 1991 no mercado, ela conhece bem os desafios do setor. À frente agora do sindicato, entidade na qual já atuou anteriormente como vice-presidente, Jussara pretende unir ainda mais o segmento. “Nossa gestão é colaborativa e queremos atrair cada vez mais produtoras para participar das nossas iniciativas”, explica.

Técnica em Telecomunicações, graduada em Educação e com especializações em Comunicação Audiovisual, Comunicação e Marketing, e Técnica de Desportos, é, ainda, diretora do Fórum Audiovisual Minas, Espírito Santo e Estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul). Representa o Paraná na BRAVI – Brasil Audiovisual Independente, faz parte da liderança do grupo + Mulheres, é membro da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), e atua no projeto de desenvolvimento da economia criativa para o setor audiovisual do Sebrae Paraná.

Conheça a gestão 2021-2023 do Siapar:

Diretoria

Presidente: Jussara Locatelli

Vice-presidente: Augustinho Pasko

1º secretário: Simone Ogassawara

2º secretário: Antonio Roberto Gonçalves Junior

1º tesoureiro: Guilherme Estevan Menezes Peraro

Conselho fiscal

Efetivos: Fernando Marcondes Macedo

Suplentes: Osmar Dei-Tos Correa da Silva e Eduardo Pereira Lubiazi

Delegados representantes

Suplentes: Laura Dias Dalcanale Pereira Alves e Rodrigo Rafael de Medeiros Martins

- Atualizado em

Rodrigo da Luz assume presidência do Sindicaf-PR

Entre os desafios da nova gestão, estão a retomada do setor e o aumento do associativismo

compartilhe

por Priscila Aguiar

No dia 22 de setembro, tomou posse a nova diretoria do Sindicato das Indústrias de Produtos e Artefatos de Cimento, Fibrocimento e Ladrilhos e Hidráulicos do Estado do Paraná, o Sindicaf-PR, liderado pelo industrial Rodrigo Rodrigues da Luz. Sediada em Curitiba, a entidade fundada em 1997 representa mais de 500 empresas filiadas em todo o estado.

Rodrigo conhece de perto as dificuldades desse ramo, já que atua no setor desde 2004. E antes de se tornar presidente, atuou no Sindicaf-PR como tesoureiro, entre 2013 e 2017, e como secretário, entre 2017 e 2021. Mas agora na presidência os desafios serão ainda maiores. “Assim como um todo, a indústria que a nossa instituição representa teve um desaquecimento em decorrência da pandemia, o que afetou diretamente o caixa. Além disso, o grande reajuste das matérias-primas causou prejuízos a algumas empresas”, explica. 

A indústria que a nossa instituição representa teve um desaquecimento em decorrência da pandemia, o que afetou diretamente o caixa.

Rodrigo da Luz

Presidente do Sindicaf-PR

Para contornar essa situação, contribuindo para que o segmento tenha uma recuperação sólida e rápida, o sindicato tem um papel fundamental; mas para isso, precisa fortalecer sua representatividade. “Os desafios para a nova gestão serão a retomada do crescimento industrial do setor, em conjunto com a expansão do associativismo, aumentando a representatividade da base como um todo. Temos um bom relacionamento de parceria com os trabalhadores do setor, o que pode ajudar em novas ideias para melhorar os processos produtivos”, comenta. Outra prioridade, segundo Rodrigo, é a modernização das plantas e a implantação de novas tecnologias para melhorar a produção.

O novo presidente também acredita que os serviços oferecidos pelo Sistema Fiep podem auxiliar na expansão do sindicato e também na competitividade dos associados. “O Sindicaf-PR sempre foi parceiro do Sistema Fiep, e pretendemos dar continuidade a todas as nossas parcerias, para trazer cada vez mais associados por meio dos diversos serviços, como o cartão Sesi Viva +, Colégio Sesi da Indústria, entre outros”, conclui.

Conheça a gestão 2021-2025

Diretoria

Presidente: Rodrigo Rodrigues da Luz

Vice-presidente: Guilherme Fiorese Philippi

2º vice-presidente: Fábio Luiz Cé

1º secretário: Edson José de Vasconcelos

Conselho fiscal

Efetivos: Carlos Real, Tiago Grondek da Luz, Mauricio José Mazzo

Suplentes: Clóvis Pelicer, Joaquim Alves Faleiros, José Carlos Salvadori

Delegados representantes

Efetivo: Guilherme Fiorese Philippi

Suplente: Edson José de Vasconcelos

- Atualizado em

Rodrigo Pasa é o novo presidente do Sindap, em Cascavel

Nova gestão busca unir e profissionalizar o setor de panificação

compartilhe

Por Priscila Aguiar

O Sindicato da Indústria da Panificação do Oeste do Paraná – Sindap tem como presidente da gestão 2021-2024 o empresário Rodrigo Pasa, proprietário de uma panificadora em Cascavel. Além de conhecer de forma aprofundada o segmento, a relação dele com a entidade é antiga: já atuou como vice-presidente na gestão liderada por Luiz Francisco Kleinibing e como diretor de comunicação na gestão de Gilberto Luiz Bordin, a quem está sucedendo.

A nova gestão já tem suas prioridades bem definidas. O empresário entende que o sindicato, que hoje representa mais de 50 municípios da região Oeste, precisa buscar a união do setor, um dos mais expressivos do Brasil. “Por metro quadrado, é o que mais emprega no Brasil, além de ser o primeiro emprego de muitos jovens. Por isso, precisamos nos unir, e não nos enxergarmos como concorrentes, para ganharmos em competitividade”, explica.

Além de ser uma grande empregadora, a área de panificação é uma das que mais se reinventa. No ano passado, a crise gerada pela Covid-19 fez com que o faturamento do setor caísse no Brasil: de R$ 95,08 bilhões, em 2019, para R$ 91,94 bilhões, em 2020, segundo dados do Instituto Tecnológico de Panificação e Confeitaria. “Fomos muito impactados pela pandemia. Ao mesmo tempo, conseguimos nos reinventar rápido e vimos crescer as oportunidades de delivery e de outros formatos de venda, o que nos deixa otimistas para este ano”, comenta Pasa.

Foco em novos benefícios e qualificação

Visando um cenário de recuperação, proprietários da panificação precisam potencializar os investimentos nos negócios. E uma das vantagens para quem se associa ao Sindap é a Central de Compras Compartilhadas, que oferece aos associados a possibilidade de adquirir suprimentos de forma coletiva, com até 30% de desconto. “É uma maneira de ajudarmos o setor a reduzir seus custos”, conta.

Além disso, por meio do Senai em Cascavel, a entidade oferece formação na área de panificação, o que deve ser potencializado na nova gestão. “Queremos focar em cursos não só de produção, como também de atendimento e de capacitação para os empresários, por meio de parcerias com o Sebrae com a Abip. Também estamos buscando apoio do município para fomentar esses treinamentos”, finaliza o presidente.

Conheça a gestão 2021-2024 

Diretoria

Presidente: Rodrigo Pasa

Vice-presidente: Leocir Pinheiro

Diretor-financeiro: Miguel Angelo Pedroso

Diretor-administrativo: Monica Pasa

Suplente: Lucivani Salini

Conselho fiscal

Efetivos: Izan Gomes de Lacerda, Marcelo Vascelai e André Rocha

Suplentes: Luiz Eduardo Guarana, Luiz Francisco Kleinibing e João Jandir Hartmann

Delegados representantes

Efetivos: Rodrigo Pasa, Leocir Pinheiro

Suplentes: Gilberto Luiz Bordin e Luiz Francisco Kleinibing

- Atualizado em

Participação de sindicatos no Brasil Mais garante resultados às indústrias

Mais de 60 sindicatos filiados à Fiep estão apoiando a iniciativa; confira os ganhos já obtidos

compartilhe

por Priscila Aguiar

O envolvimento dos sindicatos no Brasil Mais, iniciativa do governo federal em parceria com o Senai que busca a competitividade das indústrias, tem sido fundamental. É por meio deles que muitas empresas conhecem o programa e fazem a adesão; para os associados, há ainda a vantagem de se pagar menos: de R$ 2.400,00, o custo cai para R$ 950,00, em até duas vezes. Até o início de julho, quase 70 sindicatos filiados à Fiep apoiaram a ação, resultando na participação de 518 estabelecimentos.

Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana (Sivale Apucarana) já conseguiu a adesão de mais de 30 estabelecimentos industriais. E o que vem contribuindo para esse bom resultado, segundo a presidente Elizabete Ardigo, é o contato mais próximo com os industriais. “Fizemos comunicação por mídias sociais, ligações, WhatsApp e parcerias com as equipes do Senai, que foram com a gente até as empresas oferecer o projeto. Assim, conseguimos nos aproximar do empresário, mostrando como funciona o programa e quais os benefícios que ele pode ter”, explica.

Recentemente, a prefeitura de Apucarana se tornou uma importante parceira do Brasil Mais. Ela passou a assumir o custo que seria das empresas, tornando a iniciativa gratuita na região. Mas para participar, é preciso ser associado. “O nosso sindicato quer unir forças para se fortalecer e fortalecer o setor. E as instituições também precisam perceber que para se tornarem mais fortes, é essencial essa união”, completa a presidente.

Indústrias reconhecem resultados

Se para as entidades sindicais o associativismo é um grande benefício, para as indústrias, o diferencial está nas vantagens geradas por meio de um trabalho especializado e consultivo. “É muito produtivo, porque o consultor do Senai não chega ao estabelecimento e fala o que tem que ser feito, ele vai mostrando o caminho para que os funcionários encontrem a melhor maneira de fazer”, conta Guido Bankhardt, presidente do Sindicato das Indústrias da Mandioca do Estado do Paraná (Simp Paraná)

Além de liderar a entidade, Guido está à frente da Amidos Bankhardt, em Paranavaí, que também participou do Brasil Mais. “Optamos por aplicar a metodologia no nosso depósito. Conseguimos mapear e organizar o espaço, que hoje permite armazenar muito mais produtos do que antes”, avalia.

Outro benefício é a redução de desperdícios. “Ao longo da mentoria, percebemos que perdíamos tempo com tarefas que não agregavam valor ao produto. Além disso, o processo de produção de baterias tinha interferências por conta do desperdício. Após o projeto, reduzimos esse problema e conseguimos aumentar em 28% a produtividade, sem muito investimento”, comemora Claudino Bianchini, diretor das Baterias Bianchini, em Londrina. Ele acrescenta que o envolvimento dos colaboradores foi fundamental. “Os operadores participaram ativamente e deram muitas ideias para a evolução do trabalho”.  

Exemplos como esse demonstram que o Brasil Mais tem atendido a uma demanda crescente de indústrias que buscam por ferramentas para melhorar a gestão. “Ele veio para preencher essa lacuna, com um custo interessante, pouca burocracia, e tratando de problemas que as empresas enfrentam nos seus processos e ajudando a encontrar formas de melhorar a performance”, comenta Marcus Vinícius Gimenes, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná (Sindimetal Norte). O retorno dos participantes tem sido positivo na região: “eles estão conseguindo melhorar seus indicadores de produtividade, custo e qualidade”.

Quem também vem recebendo respostas otimistas dos associados é Alcino Tigrinho, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal Paraná). “Conversando com dez participantes, o que observamos é que eles tiveram um ganho expressivo de produtividade ao aplicar os conhecimentos adquiridos na mentoria”, comenta. Para ele, esse tipo de ação é imprescindível especialmente para os negócios de pequeno porte, que costumam ter mais dificuldade para acessar alguns programas.

Mais informações sobre o Brasil Mais estão em senaipr.com.br/brasilmaissindicatos.

- Atualizado em

Nova gestão do Sindiwest busca a união para fortalecer o setor

Projeto-piloto apoiará as indústrias da região oeste em processos de terceirização 

compartilhe

por Priscila Aguiar

No fim de abril, tomou posse a gestão 2021-2024 do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Oeste do Paraná (Sindiwest PR), que agora tem como presidente Alexandre Damian Reis. Sediado em Cascavel, na Casa da Indústria, o sindicato está em atividade desde 1987, representando indústrias de toda a região oeste.  

Para o novo presidente, que na gestão anterior atuou como vice, a palavra-chave desta diretoria é a união. “Estamos focando em uma gestão compartilhada e em parcerias com indústrias e com a prefeitura. O objetivo é contribuirmos para a competitividade do setor em que atuamos”, explica.  

Um dos focos da entidade será o apoio ao processo de terceirização de mão de obra, um dos gargalos das empresas do ramo de vestuário. “Na nossa região, há muitos estabelecimentos industriais que usam mão de obra indireta. Por isso, formamos um grupo de dez empresas que serão um polo de apoio aos empresários, auxiliando em questões jurídicas, de análise de custos e de melhorias na gestão fabril”, comenta Reis. A equipe fornecerá maquinário às indústrias e será responsável pelo treinamento dos trabalhadores terceirizados.  

Estamos focando em uma gestão compartilhada e em parcerias com indústrias e com a prefeitura. O objetivo é contribuirmos para a competitividade do setor em que atuamos

Alexandre Reis

Presidente do Sindiwest PR

Outra vantagem da iniciativa é que ela permitirá o compartilhamento de mão de obra entre as indústrias. “Nosso setor é muito sazonal: quem produz coleções de inverno, por exemplo, tem sua produção mais concentrada no verão. Nos períodos de baixa produção, essas empresas poderão compartilhar a mão de obra terceirizada com outras indústrias que estão com alta produção”, comenta. Isso aumenta a competividade dos estabelecidos, à medida em que reduz custos fixos, o que é fundamental para um setor que foi fortemente impactado pela pandemia.  

Neste ano, o projeto será piloto, mas o objetivo é que, futuramente, ele passe a contar com a participação de mais indústrias. A associação ao sindicato, que teria mensalidades atrativas para os pequenos negócios, seria um requisito para aderir à ação. “Estamos colocando o projeto no papel. Já estamos com a Secretaria de Desenvolvimento Regional trabalhando junto, avaliando custos, preparando a parte legal. Em breve, teremos uma iniciativa robusta que ajudará toda a cadeia da indústria têxtil de vestuário”, finaliza Reis.  

Conheça a nova diretoria: 

Presidente: Alexandre Damian Reis   

Vice-presidente: Edvaldo Geraldo 

Secretária: Maira Miotto Ferreira 

Tesoureiro: Charles David da Rosa  

Suplentes de diretoria:  

Fabio Justiniano 

Everson Heilmann 

Evair Ramos Pegoraro 

Valdirene Mendes Foglietti 

Conselho fiscal – efetivo:  

Agostinho Marques Galvão 

Rudimar José Mariga 

Hilario Luiz Redin 

Suplentes:  

Agnaldo Da Silva 

Vilson Vilmar Basso 

Claudia Tansini Silva 

Conselho Fiep – efetivo:  

Edvaldo Geraldo 

Suplentes:  

Maira Miotto Ferreira 

Charles David Da Rocha 

- Atualizado em

Sindicatos de Ponta Grossa contribuem para a abertura de novos leitos

O Sindusmadeira e o Sindimetal de Ponta Grossa ajudaram na compra de kits com respiradores e monitores

compartilhe

por Priscila Aguiar

Como uma forma de contribuir com o município e a sociedade, o Sindimadeira e o Sindimetal de Ponta Grossa mobilizaram indústrias para ajudar na abertura de mais de 20 vagas em hospitais da cidade para o atendimento a pacientes de Covid-19. “Em parceria com outras entidades, nos comprometemos a auxiliar com a compra de conjuntos de respiradores; em contrapartida, a gestão municipal e a Secretaria de Saúde do Estado disponibilizarão a estrutura para que novos leitos possam ser abertos”, explica Álvaro Luiz Scheffer, presidente dos dois sindicatos. 

Entre março e maio, 22 conjuntos com respiradores e monitores já foram doados à Prefeitura de Ponta Grossa, que deve direcioná-los para novos leitos na UPA Santa Paula, no Hospital Dr. Amadeu Puppi, na Santa Casa de Misericórdia e no Hospital Bom Jesus. Dos kits entregues, dois foram adquiridos pelo Sindimadeira e pelo Sindimetal. 

Sindicatos e indústrias da região se mobilizam para doação de kits com respiradores

Priscila Garbelini Jaronski, diretora-executiva das duas entidades, explica que as empresas podem contribuir com o ressarcimento dos valores investidos pelos sindicatos. “Há, ainda, a possibilidade de ajudar de outras maneiras, como com doações de EPIs ou outros materiais fundamentais para as equipes de saúde”. 

Mas o engajamento do Sindimadeira e do Sindimetal para o enfrentamento da pandemia não é de agora. Álvaro lembra que, desde os primeiros casos de Covid-19 na localidade, os dois sindicatos sempre estiveram próximos das indústrias, orientando em relação às medidas preventivas e auxiliando na padronização dos protocolos de segurança. “Com isso, os estabelecimentos industriais fizeram uma série de adaptações para que os trabalhadores ficassem ainda mais protegidos”, explica o presidente.   

Porém, com o avanço da Covid-19 na região dos Campos Gerais, percebeu-se a necessidade de ampliar a atuação. “Fomos conversar com representantes do município para entender de que forma poderíamos contribuir e eles nos falaram sobre a necessidade de abertura de novos leitos. Então rapidamente mobilizamos o setor industrial para a compra de equipamentos”, conta. O foco, desde o início, foi o de salvar vidas.  

Priscila também reforça que ações como essa são essenciais para que os hospitais do município, sobrecarregados com pacientes de toda a região, possam sair do estado de colapso. “Esses novos leitos, aliados a medidas de distanciamento e prevenção, nos ajudarão a enfrentar esse momento tão delicado”, comenta.  

Também participaram da ação o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG), a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), além da própria Prefeitura de Ponta Grossa. Até o momento, 16 empresas já contribuíram com a aquisição dos equipamentos: Ambev, Arauco, Cooperativa Agrícola, Cooperativa Union – Frísia, Crown Embalagens, DAF Caminhões, Engie, Grupo Águia, Heineken, LP Brasil, Makita, Sindimadeira, Sindimetal, Sindiponta, Tetra Pak e Yara. 

Apoie a iniciativa 

Agora, o grupo se preocupa em viabilizar a aquisição de bombas de infusão e de medicamentos essenciais para a recuperação de pacientes de Covid-19.  Para contribuir com a iniciativa, envie um e-mail para sindicatospontagrossa@gmail.com

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse.
Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa Política de Privacidade. Conheça nosso Portal da Privacidade e veja a nossa nova Política. Saiba mais.