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Sesi no Paraná participa de lançamento de programa da Prefeitura de Curitiba

Palestra de consultora da instituição foi sobre prevenção e combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho

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Logo mais começam os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, uma campanha mundial em mais de 160 países, que tem início no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização começa um pouco antes, dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, transformando-a em 21 Dias de Ativismo.

Renata Cunha entre a procuradora-geral do Município, Vanessa Volpi, e do procurador José Carlos Nascimento | foto: Pedro Ribas / SMCS

Às vésperas da campanha, a Prefeitura de Curitiba lançou um programa de prevenção e combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho. Com a presença do prefeito Rafael Greca, da procuradora-geral do Município, Vanessa Volpi, do procurador José Carlos Nascimento e de secretários, presidentes e superintendentes das mais diversas áreas da administração municipal, o evento foi marcado pela palestra da consultora em Sustentabilidade, Diversidade e Inclusão do Sesi no Paraná, Renata Fagundes Cunha, sobre Prevenção e Combate ao Assédio Sexual – Equidade de Gênero, Sustentabilidade e Bem-estar nas Organizações. “É uma tarefa social nos mobilizarmos contra a violência contra mulheres e meninas. A responsabilidade deve ser coletiva”, afirma Renata.

É bem-vindo quando o setor público é proativo para tratar do tema internamente, especialmente numa capital com mais de 30 mil servidores, sendo que 80% deste contingente é de mulheres. Este posicionamento também deve incentivar políticas públicas, e fazer com que a mensagem chegue mais perto de todos os cidadãos e cidadãs

Renata Fagundes Cunha

Consultora do Sesi no Paraná

A iniciativa é da Procuradoria-Geral do Município (PGM), responsável pelo desenvolvimento das ações, por meio da Comissão de Sindicância, em parceria com a Secretaria da Administração e de Gestão de Pessoal, Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) e Secretaria Municipal da Comunicação Social.

“Vamos deixar claro que o assédio é toda situação de constrangimento com conotação sexual, em que o assediador age de forma inconveniente, obsessiva ou abusiva não desejada pela pessoa assediada. Não é normal e não deve fazer parte do dia a dia de trabalho”, pontuou o chefe da Comissão Permanente de Sindicância da PGM, o procurador José Carlos Nascimento.

“Precisamos nos engajar na busca da equidade de gênero e no combate à violência conta as meninas e as mulheres, enquanto todos não se engajarem, dificilmente conseguiremos acabar com o assédio no ambiente de trabalho, pois tudo faz parte de uma mesma engrenagem”, finaliza Renata.

O Sesi no Paraná oferta consultorias em Gestão da Diversidade. São iniciativas para fomentar a equidade de gênero, raça e a inclusão da pessoa com deficiência, promover ambientes mais responsáveis e trazer vantagens competitivas que contribuem para o desenvolvimento da indústria e de toda a sociedade. Para saber mais acesse sesipr.com.br.

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BIM é aposta de indústrias brasileiras

Dado aponta que 70% das empresas da construção civil ainda não utilizam, mas têm a intenção de adotá-la nos próximos anos

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por Mayara Duarte

A tecnologia Building Information Modeling (BIM) tem conquistado espaço em projetos de engenharia no Brasil, já que oferece uma simulação do ambiente construído, de custos e cronograma de execução, permitindo um planejamento mais eficiente da obra. Entretanto, ainda há muito espaço para crescer. Segundo um levantamento realizado pelo BIM Brasil Maturidade em 2020, 70% das empresas que atuam no ramo da construção civil no Brasil ainda não utilizam essa tecnologia em seus projetos, mas têm a intenção de adotá-la nos próximos anos. No mercado, também é consenso de que, mesmo aquelas que já apresentam conhecimento sobre essa tecnologia buscam alcançar níveis de utilização mais avançados, com parcerias que potencializem conhecimento e experiência.

Instituições têm procurado consultorias para a implementação adequada do BIM em suas operações. O Senai no Paraná auxilia empresas do Estado neste processo e atua na disseminação da tecnologia através do Programa de Residência BIM e das consultorias tecnológicas, serviços metrológicos e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para as indústrias.

Uma das empresas que buscou a consultoria do Senai é a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), case de destaque na implantação da ferramenta que começou em 2018. O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil fez, com a instituição, uma transferência de conhecimento para implantação de BIM.

 “Nós fizemos um diagnóstico inicial para medir a maturidade BIM deles e mapear os processos atuais. Depois disso fizemos as documentações, que determinaram como deveriam ser os novos processos para adoção da metodologia. E então nós fizemos duas provas de conceito, a primeira de projeto, com acompanhamento do processo de projeto de uma torre de controle, a segunda de conceito de gestão de ativos, quando foi levantado com a ajuda de laser scanner o modelo as built de uma edição existente, o DTCEA CT do Aeroporto Afonso Pena”, esclarece Julia Maia, especialista em BIM do IST de Construção Civil do Senai no Paraná.

A segunda prova teve como finalidade realizar a manutenção e operação preventiva da edificação e determinar um processo base para ser utilizado nas outras edificações da força aérea. Também será realizada uma terceira prova de conceito, de obra, com acompanhamento no canteiro a execução de um projeto utilizando o BIM como base.

Julia conta que o resultado com a instituição foi muito positivo. “A equipe inicial que acompanhou a consultoria, hoje faz parte de um setor de inovação que foi criado dentro da ciscea. A equipe ganhou muita maturidade e hoje é responsável por passar para as outras pessoas (o restante da CISCEA) e dos regionais CINDACTAs de todo o Brasil”, conta.

Para a especialista, o documento do BIM MANDATE criado pelo IST de Construção Civil junto ao CISCEA foi divulgado no Diário Oficial como documento base para ser criado o BIM MANDATE de toda a força aérea. “A prova de conceito de gestão de ativos foi algo bem inovador, até mesmo para o setor privado que ainda não explorou esse uso do BIM”.

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Paraná avança em sustentabilidade ambiental

Indústrias precisam seguir processos limpos e ambientalmente adequados para cumprir desafios da Agenda 2030

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por Mayara Breda

Aumentar eficiência de processos produtivos, combater desperdício de matéria prima, preservar recursos e diminuir o impacto ambiental. As indústrias, cada vez mais, precisam se atentar para construção de uma cadeia produtiva com responsabilidade ambiental. O Paraná, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados publicado pelo Centro de Liderança Pública, é líder nacional em sustentabilidade ambiental, estando na 1ª colocação no quesito e em 4º colocado na classificação geral.

Em um relatório sobre sustentabilidade, o Centro de Liderança Pública analisa os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU na Agenda 2030.  No índice, o estado aparece em 3º lugar geral, ficando com as primeiras posições em consumo e produção responsáveis, garantindo padrões de consumo e de produção sustentáveis, e vida na água, fazendo a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas marinho e costeiro. No quesito cidades e comunidades sustentáveis, que se refere a tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, o Paraná aparece em 2º lugar.

Com relação ao ODS sobre segmento industrial, com foco em construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação, o estado ficou em 3º lugar, após São Paulo e Santa Catarina. Segundo o ranking, o Paraná implementa ações alinhadas ao cumprimento da meta que trata de, até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente adequados. O estado também é destaque no percentual de municípios com backhaul de fibra óptica e no custo de combustíveis, obtendo o menor custo do Brasil. Por isso, conquistou a 3ª colocação.

Institutos Senai de Tecnologia auxiliam indústrias a alcançarem metas dos ODS

Desde que foram criados, os Institutos Senai de Tecnologia (IST) de Celulose e Papel, Meio Ambiente e Química e Instituto Senai de Inovação (ISI) em Engenharia de Estruturas estimulam a sustentabilidade ambiental pelo olhar das indústrias paranaenses, junto ao HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná. Os espaços, localizados em Telêmaco Borba, Curitiba, Maringá e Londrina, respectivamente, realizam desde ensaios laboratoriais, relatórios técnicos, pesquisa aplicada, análises de produtos, identificação de materiais e assim por diante.

Os Institutos, com toda infraestrutura e experiência dos pesquisadores, mestres e doutores que ali atuam, ofertam soluções para as indústrias paranaenses alavancarem suas produções, com consciência ambiental e estando de acordo com as normas. Os ISTs possuem laboratórios para ensaios em produtos e processos com escopos acreditados junto ao INMETRO, consultores especializados em processo produtivo e pesquisadores em inovação. Assim, ofertam soluções para indústrias dos mais diferenciados segmentos e abrangências. Já o HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná, que completa dois anos em outubro, tem expertise para acelerar a adoção das novas tecnologias nas indústrias brasileiras, unir startups que queiram provar o conceito das ideias e empresas que desejam identificar soluções prontas para adoção, além de formar capital humano apto a desenvolver e aplicar a IA na indústria.

Para solucionar o problema de acúmulo de palha no campo, o IST em Celulose e Papel criou painéis que podem ser utilizados na construção civil para substituir peças fabricadas com madeira de reflorestamento. Desde que a queima da palha de cana-de-açúcar foi proibida por lei, em 2002, foi necessário encontrar um novo destino para o resíduo. Pensando nisso, a equipe do Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel se uniu à Empresa Brasileira de Pellets (EBP) para resolver a questão. Ao final da pesquisa, em 2019, o grupo não apenas encontrou uma solução para o problema como desenvolveu um novo produto sustentável para colocar no mercado. Segundo Adriane de Fátima Queji de Paula, coordenadora do IST Celulose e Papel, além de garantir preços mais acessíveis e utilização de resíduos causadores de danos ambientais, o produto ainda pode ser usado para outros fins, como embalagens e revestimento acústico.

Roberto Felipe Gomes, engenheiro químico da EBP, esclarece que a grande vantagem do produto é o fator ambiental, já que a produção não requer a destinação de nenhuma nova área agrícola. Ao longo da pesquisa, a partir dos volumes gerados de palha pela colheita mecanizada da cana, a empresa passou a procurar aplicações que agregassem valor econômico e ambiental para o resíduo, sendo a fabricação dos painéis de partículas aglomeradas o projeto escolhido. “Em qualquer que seja a aplicação, construção civil ou outro, teremos como importante diferencial um produto com impacto florestal zero em relação aos painéis disponíveis atualmente”, esclarece Gomes.

Outra aplicação de inovação no segmento ambiental é o uso de Inteligência Artificial (IA) e Visão Computacional na cooperativa paranaense Cocamar. Com a implementação, a instituição pôde acelerar e padronizar a classificação de grãos de soja. Neste caso, o HUB de Inteligência Artificial do Senai no Paraná desenvolveu um aparato que captura imagens de amostras de grãos de soja, extraindo informações e treinando um algoritmo para monitorar o nível de acidez e a concentração de clorofila.

O processo de classificação dos grãos é crucial na negociação da produção agrícola. É o que conta Guilherme Bulla Zago, especialista de projetos da Cocamar. “É por meio dessa classificação que os grãos são avaliados para compor o preço de compra que a Cocamar oferecerá ao produtor. Com a transformação desse processo, que hoje é parcialmente manual, para a classificação por imagens utilizando a Inteligência Artificial como ‘cérebro’ da operação, o objetivo é ganhar agilidade. Em momentos de safra, a quantidade de caminhões que passam pelo processo em um espaço pequeno de tempo é muito grande e, neste momento, qualquer minuto perdido pelo produtor tem grande impacto. Por isso, nós, enquanto cooperativa, precisamos ajudar o produtor nesta etapa”, explica o especialista.

Para Muriel Mazzetto, consultor do programa de Residência em Inteligência Artificial do HUB de IA do Senai, a Inteligência Artificial permite entender melhor como o plantio evolui em toda a sua cadeia, desde a modificação dos grãos, produção, colheita, armazenamento, e cadeia do alimento. “Ao compreender melhor o processo e ter um histórico como base, é possível prever o comportamento e corrigir com antecedência, o que fará o agronegócio melhorar ainda mais sua produção e qualidade de produto”, analisa.

Os ODS e o Sistema Fiep

Os ODS são parte de uma agenda proposta pelas Nações Unidas e pactuada por 193 países, inclusive o Brasil. O compromisso é de alcançar metas arrojadas em cinco áreas essenciais para o desenvolvimento sustentável: pessoas, planeta, prosperidade, paz e parcerias. Isso, até 2030. Desde 2003, com o propósito de impulsionar o desenvolvimento sustentável das indústrias paranaenses, o Sistema Fiep promove ações, projetos e programas que incentivam o engajamento do setor e da sociedade nas temáticas sociais, ambientais e econômicas.

São eventos, capacitações e prêmios, como o Congresso Sesi ODS, o Selo Sesi ODS, o Prêmio Sesi Peça por Peça, Prêmio Sesi Indústria Parceira da Escola e o Prêmio Sesi Indústria Parceira da Educação, que fazem parte da estratégia de mobilização. Há ainda as ações do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), que envolvem cerca de 290 organizações, e o trabalho realizado em parceria com o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR) para a promoção de capacitações e cooperações técnicas pelo CIFAL Curitiba.

O Sistema Fiep também atua para levar informação a toda sociedade sobre as metas e indicadores dos ODS por meio do Portal ODS: uma plataforma com os indicadores de todos os municípios brasileiros e que oferecem informações que podem orientar todos os setores da sociedade no planejamento e execução de projetos sociais, econômicos e ambientais. Recentemente, em parceria com o Pacto Global, lançou o HUB ODS Paraná, que visa aumentar o impacto regional nos ODS no estado por meio da troca de ideias, de tecnologia e de conhecimento entre empresas e organizações.

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