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O custo que prejudica o desenvolvimento do Brasil

O presidente da Fiep fala sobre o Custo Brasil e como as indústrias são prejudicadas

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por Carlos Valter Martins Pedro

A pandemia do novo coronavírus causou impactos profundos na economia brasileira, que ainda tenta recuperar seu ritmo normal de atividade. Porém, mais do que buscar soluções emergenciais para superar a crise da vez, o Brasil precisa concentrar esforços para aprimorar seu ambiente de negócios e incentivar investimentos, preparando o país para que alcance crescimento sustentado em longo prazo. Essa missão passa, obrigatoriamente, pela equalização de um problema conhecido há muito tempo pelo setor produtivo: o Custo Brasil.

Criado há mais de 25 anos, o termo resume o conjunto de problemas estruturais que funcionam como verdadeiros entraves para o nosso pleno desenvolvimento econômico. Apesar de bastante conhecido, pouco se sabia sobre a real dimensão do Custo Brasil. Recentemente, essa dúvida foi dirimida. Estudo realizado pelo Ministério da Economia e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) – grupo composto por empresas e entidades de diversos segmentos econômicos – comparou a realidade do setor produtivo brasileiro com a dos 37 países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O resultado é assustador: por ano, as empresas brasileiras gastam R$ 1,5 trilhão a mais do que gastariam se exercessem suas atividades nas mesmas condições médias dos países da OCDE. O valor corresponde a 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Para se chegar a esse valor, foram identificadas 12 áreas, representando todo o ciclo de vida de uma empresa, que apresentam fatores críticos para a competitividade nacional. Para cada uma delas foram atribuídos indicadores que permitiram a comparação com os demais países e a valoração do custo que pesa sobre as companhias brasileiras. Duas das áreas mais onerosas estão diretamente ligadas à alta carga tributária do país. A primeira é o gasto excessivo que as empresas têm para contratação de mão de obra. Os impostos que incidem sobre o emprego de capital humano geram um custo anual de R$ 260 bilhões a R$ 320 bilhões a mais do que a média da OCDE. Já para honrar todos os demais tributos, o custo adicional é de R$ 240 bilhões a R$ 280 bilhões ao ano. Têm peso relevante ainda para o Custo Brasil os gastos extras para financiar os negócios, as deficiências na infraestrutura, o excesso de burocracia e a insegurança jurídica a que as empresas estão expostas.

Se o Custo Brasil penaliza toda a economia, é especialmente cruel com a indústria. Todos esses custos adicionais fazem com que seja extremamente oneroso produzir no país. As distorções de nosso ambiente de negócios encarecem o produto nacional, reduzindo sua competitividade no mercado externo e até mesmo no interno. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, entre 2003 e 2019, as vendas no varejo brasileiro mais do que dobraram. Um avanço que, pelos custos excessivos de produção, não foi acompanhado pela indústria nacional, abrindo espaço para uma invasão de produtos importados para suprir o aumento da demanda. Além de prejudicar os consumidores, que pagam mais do que deveriam até mesmo por produtos básicos, essa realidade inibe investimentos no Brasil, fazendo com que empregos e renda que poderiam ser gerados no país sejam criados em outras partes do mundo.

Começar a mudar essa realidade é justamente o que pretende a segunda fase da parceria entre Ministério da Economia e MBC. No fim de setembro, foi assinado um acordo de cooperação para que seja elaborado e colocado em prática um portfólio de propostas com potencial para, efetivamente, reduzir o Custo Brasil. E, a partir de agora, esse trabalho contará com a participação direta do Sistema Federação das Indústrias do Paraná, que se integra ao projeto para fornecer subsídios e sugestões. Buscar caminhos para melhorar o ambiente em que as indústrias desenvolvem suas atividades faz parte da missão do Sistema Fiep. Trabalhamos pela indústria, em todo o Paraná e, em mais esta ação, levaremos em conta as reais necessidades do setor industrial de nosso Estado.

Além de todos os projetos pontuais que serão apresentados por esse trabalho, a redução do Custo Brasil passa também por medidas que já estão em discussão no Congresso Nacional. A principal delas é a aprovação de uma Reforma Tributária ampla e consistente, que diminua a cumulatividade de impostos sobre as cadeias produtivas e torne o sistema de arrecadação mais simples e eficiente. Governo federal e Congresso Nacional já demonstraram que há vontade política para se avançar na agenda de melhoria do ambiente de negócios. É preciso, neste momento, construir consensos para que essa agenda avance o mais rapidamente possível, com vistas ao pleno desenvolvimento econômico e social do Brasil no futuro.

Veja a entrevista de Jorge Gerdau Johannpeter sobre o Custo Brasil.

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Inteligência Artificial: caminho para o futuro da indústria

Hub do Sistema Fiep conecta empresas, startups, universidades e centros de pesquisa

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por Roberto Hammerschmidt  

Parte da rotina de alguns engenheiros da Bosch, da unidade de Curitiba, consiste em avaliar, todos os dias, o desempenho das ferramentas de corte utilizadas nas máquinas. O objetivo deles é corrigir rapidamente eventuais desvios e otimizar a performance. A empresa já desenvolveu um sistema denominado Tool Management, por meio do qual disponibiliza informações sobre desempenho, durabilidade, custo, refugo e estoque das ferramentas estão disponíveis online. 

Porém, o grande volume de dados disponíveis impede um diagnóstico rápido das informações. “Leva-se um tempo considerável para que os engenheiros entendam e calculem quais ferramentas devem ser priorizadas levando-se em consideração todas as variáveis”, afirma Guillermo Meister, gerente de Engenharia e Manutenção da Bosch, em Curitiba. 

Para ajudar a resolver o problema, a companhia procurou o Hub de Inteligência Artificial, do Sistema Fiep, sediado em Londrina. O Hub vem auxiliando no aprimoramento do sistema para que as informações possam ser analisadas com mais facilidade e velocidade. Encontramos no Hub uma parceria para realizar o projeto com o objetivo de identificar as ferramentas que devem ser priorizadas pela engenharia. É por meio da inteligência artificial que conectamos diferentes fatores de dados”, conta Guillermo Meister, gerente de Engenharia e Manutenção da Bosch, em Curitiba. 

O Hub de Inteligência Artificial do Sistema Fiep é o primeiro do Brasil e tem como objetivo promover a adoção de tecnologias da área, como big data, machine learning e cloud computing, pelo setor industrial paranaense e brasileiro, com foco no aumento da competitividade das empresas.  Trata-se de um ponto de conexão de empresas, startups, universidades e institutos de pesquisa para demonstrar, na prática, como a inteligência artificial traz resultados concretos para os negócios. 

Informações inteligentes 

A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que permite a computadores aprenderem, executarem e aprimorarem tarefas que são comumente associadas a seres inteligentes. Mas para que a indústria possa tirar o maior proveito dela, é fundamental que as empresas tenham uma base de dados digitais, ou dados passíveis de digitalização.  

Para o Hospital Israelita Albert Einstein, esse foi um fator determinante para começar a trabalhar com a IA. “A disponibilidade de dados é fundamental para a inteligência artificial. Dados estruturados e não estruturados, informações geradas a partir de equipamentos e sensoriamento humano e que estão na internet e nas redes sociais geram o big data (um grande conjunto de dados), que é a base para análises mais sofisticadas para a IA”, afirma José Cláudio Terra, diretor de Inovação da instituição.  

É com base nesses dados que o Albert Einstein tem feito vários experimentos com inteligência artificial nos últimos anos e, inclusive, criou um laboratório de inovação, contratando pessoas de áreas complementares, como engenheiros, para desenvolverem projetos de análise e conhecimento das tecnologias envolvidas. “Há cerca de cinco anos, começou a se falar do potencial da inteligência artificial na área de saúde. 

O que a gente fez foi aprender”, diz Terra. Diante da necessidade pelas empresas de se digitalizarem, o Hub de Inteligência Artificial oferece o serviço de assistência industrial, com coleta e gestão de dados de produção para gerar uma base de informações, além do monitoramento do nível produtivo das indústrias que ainda não fazem gestão automatizada e não possuem dados suficientes para aplicar a IA.  

“A inteligência artificial facilita a compreensão dos dados acumulados e insights relevantes para o contexto da empresa – e que muitas ainda não exploram”, afirma Muriel Mazzeto, consultor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Hub de Inteligência Artificial do Sistema Fiep. 

Confira os recursos do Hub.

Telefone: 43 3294-5114 

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Um homem das artes e liderança industrial

Heitor Stockler de França foi um dos fundadores da Fiep e seu primeiro presidente

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Com seu perfil de liderança, Heitor Stockler de França representou a classe industrial paranaense nos anos de 1940, no momento em que o movimento sindical brasileiro passava por significativa expansão. Em 1944, juntou-se a um grupo de industriais e fundou a Fiep, formalizando a representatividade do setor na defesa dos interesses da indústria do Paraná.  

Heitor Stockler de França em meio a atletas.

Em 1946, Stockler de França filiou a Fiep à Confederação Nacional da Indústria (CNI), inserindo a entidade paranaense no cenário nacional. Ele realizou o árduo trabalho de consolidar a imagem da entidade frente à classe industrial, aos trabalhadores e às autoridades governamentais locais e nacionais. O empresário presidiu a Fiep até o ano de 1958. Stockler de França também fundou o Sesi, em 1947, que se somou ao Senai, fundado anteriormente, em 1943. Esse conjunto de entidades, acrescido do Instituto Evaldo Lodi (IEL) do Paraná, que foi inaugurado em 1969, formaria o Sistema Fiep. 

Casa Heitor 

Em 2013, a casa onde Heitor Stockler de França viveu no centro de Curitiba com a esposa Brasília e os filhos foi disponibilizada para a Fiep pelos seus herdeiros. Localizada na rua Marechal Floriano Peixoto, quase esquina com a rua Pedro Ivo, a construção pintada de cor-de-rosa data de 1893. É um marco da arquitetura do século XIX que foi muito bem preservado e hoje abriga o Centro Cultural Heitor Stockler de França, mantido pelo Sesi do Paraná. O local é carinhosamente chamado de ‘Casa Heitor’. Desde que foi fundado, em 2013, o espaço promove muitas ações culturais, com apresentação de shows e concertos, tudo gratuito e aberto ao público em geral.  

É um local destinado também à valorização dos artistas locais. A casa sempre teve vinculação com a vida cultural da cidade. Heitor Stockler de França e sua esposa eram apreciadores das artes. Na casa está parte do acervo da família, composto por quadros, fotografias históricas e um piano Essenfelder, muito usado por Heitor e Brasília em saraus que realizavam na residência para reunir familiares e amigos. 

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Nova gestão do Sindiwest busca a união para fortalecer o setor

Projeto-piloto apoiará as indústrias da região oeste em processos de terceirização 

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por Priscila Aguiar

No fim de abril, tomou posse a gestão 2021-2024 do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Oeste do Paraná (Sindiwest PR), que agora tem como presidente Alexandre Damian Reis. Sediado em Cascavel, na Casa da Indústria, o sindicato está em atividade desde 1987, representando indústrias de toda a região oeste.  

Para o novo presidente, que na gestão anterior atuou como vice, a palavra-chave desta diretoria é a união. “Estamos focando em uma gestão compartilhada e em parcerias com indústrias e com a prefeitura. O objetivo é contribuirmos para a competitividade do setor em que atuamos”, explica.  

Um dos focos da entidade será o apoio ao processo de terceirização de mão de obra, um dos gargalos das empresas do ramo de vestuário. “Na nossa região, há muitos estabelecimentos industriais que usam mão de obra indireta. Por isso, formamos um grupo de dez empresas que serão um polo de apoio aos empresários, auxiliando em questões jurídicas, de análise de custos e de melhorias na gestão fabril”, comenta Reis. A equipe fornecerá maquinário às indústrias e será responsável pelo treinamento dos trabalhadores terceirizados.  

Estamos focando em uma gestão compartilhada e em parcerias com indústrias e com a prefeitura. O objetivo é contribuirmos para a competitividade do setor em que atuamos

Alexandre Reis

Presidente do Sindiwest PR

Outra vantagem da iniciativa é que ela permitirá o compartilhamento de mão de obra entre as indústrias. “Nosso setor é muito sazonal: quem produz coleções de inverno, por exemplo, tem sua produção mais concentrada no verão. Nos períodos de baixa produção, essas empresas poderão compartilhar a mão de obra terceirizada com outras indústrias que estão com alta produção”, comenta. Isso aumenta a competividade dos estabelecidos, à medida em que reduz custos fixos, o que é fundamental para um setor que foi fortemente impactado pela pandemia.  

Neste ano, o projeto será piloto, mas o objetivo é que, futuramente, ele passe a contar com a participação de mais indústrias. A associação ao sindicato, que teria mensalidades atrativas para os pequenos negócios, seria um requisito para aderir à ação. “Estamos colocando o projeto no papel. Já estamos com a Secretaria de Desenvolvimento Regional trabalhando junto, avaliando custos, preparando a parte legal. Em breve, teremos uma iniciativa robusta que ajudará toda a cadeia da indústria têxtil de vestuário”, finaliza Reis.  

Conheça a nova diretoria: 

Presidente: Alexandre Damian Reis   

Vice-presidente: Edvaldo Geraldo 

Secretária: Maira Miotto Ferreira 

Tesoureiro: Charles David da Rosa  

Suplentes de diretoria:  

Fabio Justiniano 

Everson Heilmann 

Evair Ramos Pegoraro 

Valdirene Mendes Foglietti 

Conselho fiscal – efetivo:  

Agostinho Marques Galvão 

Rudimar José Mariga 

Hilario Luiz Redin 

Suplentes:  

Agnaldo Da Silva 

Vilson Vilmar Basso 

Claudia Tansini Silva 

Conselho Fiep – efetivo:  

Edvaldo Geraldo 

Suplentes:  

Maira Miotto Ferreira 

Charles David Da Rocha 

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Sindicatos de Ponta Grossa contribuem para a abertura de novos leitos

O Sindusmadeira e o Sindimetal de Ponta Grossa ajudaram na compra de kits com respiradores e monitores

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por Priscila Aguiar

Como uma forma de contribuir com o município e a sociedade, o Sindimadeira e o Sindimetal de Ponta Grossa mobilizaram indústrias para ajudar na abertura de mais de 20 vagas em hospitais da cidade para o atendimento a pacientes de Covid-19. “Em parceria com outras entidades, nos comprometemos a auxiliar com a compra de conjuntos de respiradores; em contrapartida, a gestão municipal e a Secretaria de Saúde do Estado disponibilizarão a estrutura para que novos leitos possam ser abertos”, explica Álvaro Luiz Scheffer, presidente dos dois sindicatos. 

Entre março e maio, 22 conjuntos com respiradores e monitores já foram doados à Prefeitura de Ponta Grossa, que deve direcioná-los para novos leitos na UPA Santa Paula, no Hospital Dr. Amadeu Puppi, na Santa Casa de Misericórdia e no Hospital Bom Jesus. Dos kits entregues, dois foram adquiridos pelo Sindimadeira e pelo Sindimetal. 

Sindicatos e indústrias da região se mobilizam para doação de kits com respiradores

Priscila Garbelini Jaronski, diretora-executiva das duas entidades, explica que as empresas podem contribuir com o ressarcimento dos valores investidos pelos sindicatos. “Há, ainda, a possibilidade de ajudar de outras maneiras, como com doações de EPIs ou outros materiais fundamentais para as equipes de saúde”. 

Mas o engajamento do Sindimadeira e do Sindimetal para o enfrentamento da pandemia não é de agora. Álvaro lembra que, desde os primeiros casos de Covid-19 na localidade, os dois sindicatos sempre estiveram próximos das indústrias, orientando em relação às medidas preventivas e auxiliando na padronização dos protocolos de segurança. “Com isso, os estabelecimentos industriais fizeram uma série de adaptações para que os trabalhadores ficassem ainda mais protegidos”, explica o presidente.   

Porém, com o avanço da Covid-19 na região dos Campos Gerais, percebeu-se a necessidade de ampliar a atuação. “Fomos conversar com representantes do município para entender de que forma poderíamos contribuir e eles nos falaram sobre a necessidade de abertura de novos leitos. Então rapidamente mobilizamos o setor industrial para a compra de equipamentos”, conta. O foco, desde o início, foi o de salvar vidas.  

Priscila também reforça que ações como essa são essenciais para que os hospitais do município, sobrecarregados com pacientes de toda a região, possam sair do estado de colapso. “Esses novos leitos, aliados a medidas de distanciamento e prevenção, nos ajudarão a enfrentar esse momento tão delicado”, comenta.  

Também participaram da ação o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG), a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), além da própria Prefeitura de Ponta Grossa. Até o momento, 16 empresas já contribuíram com a aquisição dos equipamentos: Ambev, Arauco, Cooperativa Agrícola, Cooperativa Union – Frísia, Crown Embalagens, DAF Caminhões, Engie, Grupo Águia, Heineken, LP Brasil, Makita, Sindimadeira, Sindimetal, Sindiponta, Tetra Pak e Yara. 

Apoie a iniciativa 

Agora, o grupo se preocupa em viabilizar a aquisição de bombas de infusão e de medicamentos essenciais para a recuperação de pacientes de Covid-19.  Para contribuir com a iniciativa, envie um e-mail para sindicatospontagrossa@gmail.com

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Inteligência artificial: aprendizado e futuro

Saiba da importância do aprendizado da inteligência artificial na escola

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As necessidades do setor industrial guiam o aprendizado do Colégio Sesi da Indústria. Ouça o Sesi Conecta e saiba como a inteligência artificial se insere no dia a dia dos estudantes.

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No bairro da indústria, para a indústria

Conhecida pela formação de profissionais para o setor e serviços de segurança e saúde, a unidade da CIC está em constante atualização e é também referência em inovação

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por Ana Clara Tonocchi

A boa formação, o conhecimento, o aprendizado constante, o atendimento qualificado e a busca permanente por inovação são fatores determinantes para a melhoria constante da qualidade de vida da população. E é isso que a unidade do Sesi e Senai faz na CIC, criando melhores condições para milhares de pessoas.

Rafael Greca

prefeito de Curitiba

O maior bairro de da capital paranaense em área geográfica é também o mais populoso. A Cidade Industrial de Curitiba foi criada em 1973, com o objetivo de centralizar as indústrias do município. Apenas três anos depois, em 1976, foi inaugurada a unidade do Sistema Fiep para capacitar os profissionais que atuariam nessas indústrias. 

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, também ressalta a importância da unidade para a região. “Se o Paraná tem conquistado bons resultados no desenvolvimento industrial, mesmo durante a pandemia, muito se deve ao trabalho de excelência da instituição na formação e encaminhamento de mão de obra capacitada para atuar nas empresas paranaenses”, afirma. 

Tania Mara Rinaldi, gerente da unidade, reforça que o objetivo sempre foi proporcionar o que as indústrias precisam, se adequando às novas demandas. “Procuramos desenvolver projetos que trazem benefícios às indústrias, por meio do desenvolvimento de tecnologia e a interface entre as empresas e as áreas de conhecimento”, conta. “Somos um dos principais formadores de trabalhadores para as indústrias”, aponta a gerente. “O Sistema Fiep é referência para as indústrias da região e conta com expertise consolidada nas áreas em que atua, sendo um parceiro essencial em diversos trabalhos que realizamos, como consultorias e programas desenvolvidos em conjunto, especialmente com foco em educação, visando a formação de profissionais qualificados para o setor industrial”, afirma Paula Pessoa, gerente de Recursos Humanos da Bosch em Curitiba. 

Em seus mais de 53 mil metros quadrados, a unidade ainda consegue atender indústrias de forma personalizada, fornecendo espaços que funcionam como verdadeiras continuações das empresas, como Renault, Electrolux e Eletrofrio. 

Celso Luiz Gusso, presidente da Associação das Empresa da Cidade Industrial de Curitiba (AECIC), conta que estão em constante diálogo com representantes do Sistema Fiep para levar a demanda das indústrias e fazer uma força-tarefa para promover a profissionalização dos jovens e a melhoria da região. “Uma das relações mais importantes entre a AECIC e o Sistema Fiep é referente ao ensino técnico. As empresas já estão preparadas e equipadas, mas o material humano ainda é um dos principais fatores de sucesso de uma indústria e, por isso, precisamos de colaboradores qualificados”, afirma.  

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Sesi tem novidades em Segurança e Saúde

A atualização vem por meio da inovação tecnológica que permitirá gestão da informação estratégica, prevenção e ainda ampliação do atendimento

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por Ana Clara Tonocchi

Conhecer, de forma rápida e confiável, índices de absenteísmo, as principais causas de atestados médicos, mudanças nas Normas Regulamentadoras (NRs), é determinante para o aumento da produtividade e, consequentemente, da competitividade industrial.   

Com informações de qualidade em mãos, obtidas por meio daquela que objetiva ser a maior base de dados de do setor industrial brasileiro, as indústrias terão condições de planejar ações a curto, médio e longo prazo, podendo contratar os serviços do Sesi no Paraná para apoiá-las a resolver o que é necessário.

José Antonio Fares

superintendente do Sesi e IEL no Paraná e diretor regional do Senai  

O acesso a essas e outras informações será possível por meio da plataforma Sesi e Segurança para que, cada vez mais, o setor produtivo apoie o colaborador e familiares na busca por qualidade de vida de forma a reduzir custos e riscos de acidentes e doenças do trabalho.  Disponível gratuitamente a partir do segundo semestre, plataforma vai ajudar os gestores industriais na tomada de decisões.   

A prevenção é a alma do negócio  

Para somar à plataforma Sesi Saúde e Segurança, também estará disponível o Circuito Sesi Saúde, programa que incentivará e promoverá ações de prevenção e cuidados com a saúde.  

“Temos um calendário temático e mensal com a oferta de exames, vacinas, lives e informações para que os trabalhadores e seus dependentes cheguem ao final do ano com a saúde em dia. Queremos fornecer subsídios para que as indústrias sejam centros de irradiação de prevenção. Ou seja, que a preocupação não seja somente com a saúde laboral, mas também com a saúde do colaborador e sua família de forma geral. Assim, protegemos a saúde do trabalhador de forma antecipada evitando o absenteísmo”, explica Rosângela Isolde Fricke, gerente de Segurança e Saúde para a Indústria do Sistema Fiep.

Outro ponto que marcará essa renovação no atendimento do Sesi às indústrias é a mudança no modelo de contratação de fornecedores. O objetivo é levar mais qualidade e capilaridade à prestação dos serviços por meio do credenciamento de clínicas e profissionais que devem atender a editais rigorosos de seleção.  

A Região Noroeste foi a primeira a adotar o novo modelo. Maringá e Paranavaí já estão com novos credenciados atendendo dentro das unidades, o que permitiu abertura da agenda para ampliar os atendimentos. De acordo com Alexandre Destéfano, gerente das unidades da região, a previsão é de que até julho todas as cidades da localidade contem com novas clínicas credenciadas.  

“Se antes eu tinha um fornecedor para atender a demanda de quase 100 municípios, em breve teremos mais fornecedores para atender essas mesmas cidades. Em breve poderemos atender esses industriários na própria cidade, reduzindo o tempo de deslocamento, de atendimento e ampliando a oferta de mais serviços. Ajuda o trabalhador e a indústria”, afirma Alexandre Destéfano, gerente das unidades da região.

Saiba mais em sesipr.com.br 

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Os futuros profissionais da indústria

Com novo nome, Colégio Sesi da Indústria traz novidades que aproximam ainda mais os alunos à realidade do setor

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Por Ana Carolina Bendlin

O ano de 2021 entrará para a história da Educação Básica do Sesi no Paraná. Ao adotar o nome Colégio Sesi da Indústria, a instituição incorporou uma série de novidades à sua já inovadora metodologia, com o objetivo de se aproximar ainda mais da realidade das indústrias paranaenses, formando profissionais qualificados para atender as demandas do setor.  

Esse reposicionamento adota um portfólio com ações focadas na indústria, e mantém, em sua essência, as características metodológicas que consagraram o Colégio Sesi como inovador na área da educação. Na prática, o novo modelo traz muita inovação no que se refere à promoção do desenvolvimento de competências socioemocionais e profissionais, o trabalho de habilidades focadas nos processos industriais, com soluções de problemas trazidos em decorrência do envolvimento com a realidade do setor industrial.

Jacielle Feltrin Ribeiro

gerente de Educação e Negócios do Sistema Fiep 

Entre os pilares da nova metodologia, estão áreas de extrema importância para a indústria 4.0, como: 

– big data;  

– robótica;  

– simulação e automação;  

– internet das coisas (IOT);  

– segurança cibernética;  

– manufatura aditiva (impressão em 3D),  

– realidade aumentada e virtual.   

Entre os destaques do Colégio Sesi da Indústria para 2021 é a possibilidade de que os alunos complementem sua formação no Ensino Médio com cursos técnicos do Senai, o que tem sido considerado grande atrativo para novos alunos. Jacielle Feltrin Ribeiro, gerente de Educação e Negócios do Sistema Fiep, reforça que com as novidades propostas para 2021, o Colégio Sesi da Indústria continua focado em proporcionar uma formação completa para seus estudantes.  

Para saber clique aqui.   

Não deixe de ouvir o Sesi Conecta para saber sobre a importância da inteligência artificial.

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Brasil Mais é saída para o crescimento

Com o objetivo de apoiar as indústrias na retomada econômica, Senai no Paraná oferta mentoria que promove o aumento de produtividade de processos em 20%

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por Rafaella Sabatowitch

Aumentar a produtividade e reduzir os custos das linhas de produção são metas comuns a todos os empresários. E pode-se afirmar, com toda a certeza, que a melhoria contínua entra como elemento determinante para o alcance dos objetivos, com novas formas de pensar o que já está aí há muito tempo, seja por meio do desempenho ou expansão da presença no mercado.  

Foi por isso que em 2020 o governo federal, em conjunto com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou o Brasil Mais em parceria com o Senai. O objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade de determinado processo industrial por meio da metodologia da produção enxuta (lean manufacturing).   

Brasil Mais  

Neste ano, em que o setor industrial está passando por um momento de retomada econômica, a produção enxuta se torna uma aliada ainda mais importante para que as indústrias consigam se adequar às novas necessidades do mercado.

Fabrício Lopes 

gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep

Empresas que tenham de 11 a 499 colaboradores de mais de 300 Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs) industriais (primários ou secundários) podem participar do programa, que tem previsão de ir até outubro deste ano – até abril, 178 indústrias foram atendidas. “Em 2020, finalizamos o atendimento de 23 indústrias em todo o estado, criando condições para que encontrassem soluções rápidas, de baixo custo e alto impacto para obter melhores resultados em sua produção”, conta Fabrício Lopes, gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep.  

Com a duração de 12 semanas, os encontros entre os participantes ocorrem semanalmente. Num primeiro momento, com a formação de grupos de até oito indústrias, o que reforça um dos benefícios do Brasil Mais: a geração de conhecimento entre os participantes, uma vez que os integrantes da equipe consolidam o aprendizado ao compartilhá-lo, além de compreenderem como outras indústrias aplicaram a metodologia.  

“Esta dimensão da troca de experiências é um dos valores do Sistema Fiep e reforça que o associativismo industrial é um dos pilares do desenvolvimento do setor”, afirma Felipe Couto, gerente do Sistema Fiep responsável pelo programa no Paraná.  

Já o segundo momento é individual, quando o mentor do Senai acompanha os colaboradores dentro de cada indústria para diagnosticar e aplicar as melhorias no processo industrial objeto de melhoria. No final do processo, os participantes apresentam para os gestores os resultados alcançados. Como o conhecimento fica dentro da empresa, com os participantes, a metodologia pode ser aplicada em outros setores.  

Principais vantagens  

O valor de mercado de uma consultoria de produção enxuta de 64 horas é de R$ 12 mil. Por meio do Brasil Mais, governo federal e Senai subsidiam 80% do valor e a empresa arca apenas com 20%, o equivalente a R$ 2.400. Em 2021, há ainda mais vantagens para as indústrias associadas aos sindicatos filiados ao Sistema Fiep, que contam com maior subsídio, reduzindo o investimento a apenas R$ 950.  

Para aderir ao Brasil Mais clique aqui ou envie e-mail para  brasilmaispr@sistemafiep.org.br.

Conheça o case da Gemü com o Brasil Mais.

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