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BIM é aposta de indústrias brasileiras

Dado aponta que 70% das empresas da construção civil ainda não utilizam, mas têm a intenção de adotá-la nos próximos anos

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por Mayara Duarte

A tecnologia Building Information Modeling (BIM) tem conquistado espaço em projetos de engenharia no Brasil, já que oferece uma simulação do ambiente construído, de custos e cronograma de execução, permitindo um planejamento mais eficiente da obra. Entretanto, ainda há muito espaço para crescer. Segundo um levantamento realizado pelo BIM Brasil Maturidade em 2020, 70% das empresas que atuam no ramo da construção civil no Brasil ainda não utilizam essa tecnologia em seus projetos, mas têm a intenção de adotá-la nos próximos anos. No mercado, também é consenso de que, mesmo aquelas que já apresentam conhecimento sobre essa tecnologia buscam alcançar níveis de utilização mais avançados, com parcerias que potencializem conhecimento e experiência.

Instituições têm procurado consultorias para a implementação adequada do BIM em suas operações. O Senai no Paraná auxilia empresas do Estado neste processo e atua na disseminação da tecnologia através do Programa de Residência BIM e das consultorias tecnológicas, serviços metrológicos e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para as indústrias.

Uma das empresas que buscou a consultoria do Senai é a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), case de destaque na implantação da ferramenta que começou em 2018. O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil fez, com a instituição, uma transferência de conhecimento para implantação de BIM.

 “Nós fizemos um diagnóstico inicial para medir a maturidade BIM deles e mapear os processos atuais. Depois disso fizemos as documentações, que determinaram como deveriam ser os novos processos para adoção da metodologia. E então nós fizemos duas provas de conceito, a primeira de projeto, com acompanhamento do processo de projeto de uma torre de controle, a segunda de conceito de gestão de ativos, quando foi levantado com a ajuda de laser scanner o modelo as built de uma edição existente, o DTCEA CT do Aeroporto Afonso Pena”, esclarece Julia Maia, especialista em BIM do IST de Construção Civil do Senai no Paraná.

A segunda prova teve como finalidade realizar a manutenção e operação preventiva da edificação e determinar um processo base para ser utilizado nas outras edificações da força aérea. Também será realizada uma terceira prova de conceito, de obra, com acompanhamento no canteiro a execução de um projeto utilizando o BIM como base.

Julia conta que o resultado com a instituição foi muito positivo. “A equipe inicial que acompanhou a consultoria, hoje faz parte de um setor de inovação que foi criado dentro da ciscea. A equipe ganhou muita maturidade e hoje é responsável por passar para as outras pessoas (o restante da CISCEA) e dos regionais CINDACTAs de todo o Brasil”, conta.

Para a especialista, o documento do BIM MANDATE criado pelo IST de Construção Civil junto ao CISCEA foi divulgado no Diário Oficial como documento base para ser criado o BIM MANDATE de toda a força aérea. “A prova de conceito de gestão de ativos foi algo bem inovador, até mesmo para o setor privado que ainda não explorou esse uso do BIM”.

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